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sexta-feira, 27 de maio de 2011

PTB vai bem ao colocar dedo na ferida

Como já falei em outras postagens, eu gosto de campanhas partidárias que marquem posição. Ainda que não concorde com o que é dito, aprecio quando um partido dá uma opinião sobre um assunto, e não que fique com aquele discurso vago e patético do "vamos lutar para melhorar a saúde e educação", como se alguém fosse contrário a isso, ou como se o eleitor fosse se despertar por palavras tão vagas...

E é isso que o PTB tem feito com uma campanha que começou a circular nessa semana, nas inserções partidárias no rádio e na TV. O partido foi bem ao ponto, e tenho certeza que a inserção trará resultados positivos. Vejam:



Falando sobre o conteúdo propriamente dito: embora eu seja contra o financiamento público exclusivo de campanha (acredito que o privado, em especial de doadores menores, é um grande fortalecedor da democracia), ele existe e tem muito valor. A publicidade diz que "Estão querendo que você pague as campanhas eleitorais". Cá entre nós, isso já é (parcialmente) feito, por meio do fundo partidário, composto por recursos públicos e que é distribuído a todas as siglas. E ao tratar o assunto assim o PTB simplifica muito a questão, que é mais complexa do que parece.

Mas de qualquer forma, o partido faz barulho. Pega uma causa que tende a ter aceitação nacional e se identifica com ela. Muitos brasileiros verão o vídeo e associarão a ideia ao PTB. Que o partido saiba trabalhar com isso nas eleições do ano que vem.

Em tempo: ao bancar a luta contra o financiamento público, o PTB se coloca diretamente em rota de colisão com o ex-presidente Lula, de cuja base participou. Lula é defensor do financiamento exclusivamente público, como podemos ver a partir de 1:35 neste vídeo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Legendários

O PT anunciou, em notícia veiculada no dia 3, que em seu programa no horário eleitoral gratuito em São Paulo não haverá apresentações individuais de seus candidatos a deputado federal e estadual, e sim um trabalho para solicitar, para ambos os cargos, o voto na legenda.

O partido vai utilizar a figura do presidente Lula e, de quebra, aproveitar o espaço para reforçar um pouco mais as candidaturas de Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante, Marta Suplicy e Netinho de Paula.

A notícia é muito positiva, a meu ver. Cabe uma ou outra ressalva, mas em geral é mais digna de elogios que críticas.

O PT acaba descobrindo o óbvio, algo que não sei como não é replicado por outras siglas: aquele espacinho picado, de pouco mais de 15 segundos, para que cada candidato fale, não chega a ser algo que desequilibre em uma campanha proporcional. Claro que tem seu peso - um candidato que aparece no horário político tem sua campanha vista com mais credibilidade, mais força - mas, pelas questões de tempo, não contribui decisivamente no contexto geral da campanha.

E a importância do voto na legenda nem precisa ser muito detalhada. Há inúmeros casos, em todas as eleições proporcionais (para vereadores e deputados federais e estaduais) de candidatos que são eleitos com menos votos que outros porque são beneficiados pela sua legenda, bem como os que recebem boas votações mas ficam de fora pelo coeficiente.

No caso do PT, a medida é ainda mais interessante porque o partido ainda é aquele que ainda tem o eleitorado mais "ideológico", mais "militante" - e o eleitor que simpatiza com Lula e Dilma e ainda não sabe em quem votar para o Legislativo, se instruído, acaba contribuindo com a sigla com o voto no 13.

As críticas que podem ser feitas à medida se baseiam em dois aspectos. O primeiro diz respeito à legislação eleitoral, à própria finalidade em si do horário político: a regra do jogo diz que o horário destinado aos deputados não pode ser preenchido com a campanha dos outros cargos, e por isso a campanha do PT terá que ser hábil para não incorrer nesse erro. A outra questão se dá de maneira semelhante, mas não sob o ponto de vista jurídico, e sim da campanha propriamente dita - se não bem preparada, a campanha pelo voto na legenda pode soar como apenas mais um pedido de votos em Dilma/Mercadante/Marta/Netinho, e assim se tornando pouco eficaz, não atingindo o alvo inicialmente esperado.

É esperar o horário eleitoral para ver como, na prática, a ação se desenvolve.