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sexta-feira, 27 de maio de 2011

PTB vai bem ao colocar dedo na ferida

Como já falei em outras postagens, eu gosto de campanhas partidárias que marquem posição. Ainda que não concorde com o que é dito, aprecio quando um partido dá uma opinião sobre um assunto, e não que fique com aquele discurso vago e patético do "vamos lutar para melhorar a saúde e educação", como se alguém fosse contrário a isso, ou como se o eleitor fosse se despertar por palavras tão vagas...

E é isso que o PTB tem feito com uma campanha que começou a circular nessa semana, nas inserções partidárias no rádio e na TV. O partido foi bem ao ponto, e tenho certeza que a inserção trará resultados positivos. Vejam:



Falando sobre o conteúdo propriamente dito: embora eu seja contra o financiamento público exclusivo de campanha (acredito que o privado, em especial de doadores menores, é um grande fortalecedor da democracia), ele existe e tem muito valor. A publicidade diz que "Estão querendo que você pague as campanhas eleitorais". Cá entre nós, isso já é (parcialmente) feito, por meio do fundo partidário, composto por recursos públicos e que é distribuído a todas as siglas. E ao tratar o assunto assim o PTB simplifica muito a questão, que é mais complexa do que parece.

Mas de qualquer forma, o partido faz barulho. Pega uma causa que tende a ter aceitação nacional e se identifica com ela. Muitos brasileiros verão o vídeo e associarão a ideia ao PTB. Que o partido saiba trabalhar com isso nas eleições do ano que vem.

Em tempo: ao bancar a luta contra o financiamento público, o PTB se coloca diretamente em rota de colisão com o ex-presidente Lula, de cuja base participou. Lula é defensor do financiamento exclusivamente público, como podemos ver a partir de 1:35 neste vídeo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Os "frenemies" de Obama

O português é uma língua belíssima. Mas, em um aspecto específico, perde feio do inglês: a capacidade de síntese. É impressionante como naquele idioma se consegue exprimir significados complexos com duas ou três palavras. Merece destaque também a possibilidade de junção de duas palavras para se chegar numa terceira, algo que está em várias línguas, mas no inglês parece que soa melhor do que em qualquer outra.

Com base nisso, você sabe o que é um frenemy? É até óbvio deduzir: é a soma de "friend" com "enemy", resultando em uma palavra que se refere àquelas pessoas que podem ser amigas e inimigas ao mesmo tempo.

O site politico.com, dos EUA, traz a lista dos 10 maires frenemies de Barack Obama. Gente que está do lado do novo presidente mas dos quais Obama não pode tirar o olho.

A lista inclui gente como o vice-presidente Joe Biden (foto). Biden é experiente e isso certamente foi um dos componentes que colaborou para a vitória de Obama - bastava comparar sua trajetória com a de sua oponente, a já folclórica Sarah Palin. Mas ao mesmo tempo, é chegado numa gafe. Durante a campanha falou que Obama era o "primeiro afro-americano inteligente e bem apessoado", e, ainda antes de ser nomeado vice (quando disputava a indicação democrata para a presidência), cansou de criticar a inexperiência do agora presidente.

Confira a lista completa aqui.

Ao ver essa relação, fiquei pensando em quem seriam os frenemies do nosso presidente. Quem é esse povo que está do lado de Luiz Inácio Lula da Silva mas vez ou outra acaba dando uma cutucada no "hômi"?

O primeiro nome que me veio à mente foi o do "Joe Biden de Lula", José Alencar. O vice-presidente volta e meia se expressa publicamente contra a política econômica do governo - a alta taxa de juros é o seu principal alvo. Quem também não poderia ficar de fora de uma relação dessas são os "aloprados" do PT, nas palavras do próprio presidente, que de vez em quando colocam toda a administração na berlinda.

Quem mais vocês sugeririam?