A Campaings & Elections traz texto interessante sobre outra faceta da crise dos EUA, e suas consequências em cascata.
O que a reportagem diz é que os correios de lá amargam prejuízo atrás de prejuízo - segundo o texto, serão mais de 8 bilhões de dólares só em 2011 - e, com isso, a entidade terá que fazer mudanças para sobreviver. E uma das mais cotadas é modificar o sistema de distribuição das correspondências. Em um primeiro momento, eliminando as entregas aos sábados e, futuramente, realizando o serviço apenas três dias por semana.
Como é voltada às campanhas eleitorais, a Campaings & Elections aborda o quanto essa modificação alteraria o jogo político por lá. Nos EUA, o uso de correspondência para as campanhas é fortíssmo. Inúmeras consultorias são especializadas no serviço. São duas as principais preocupações dos profissionais: a eliminação do envio de materiais às vésperas das eleições, que ocorre justamente aos sábados, e o fato de que, com menos dias de entregas, os eleitores recebam muito conteúdo de uma vez só, tendendo assim a desprezar a propaganda.
Parece anacrônico falar em propaganda eleitoral via correio para nós, porque aqui no Brasil ela é muito frágil e porque nossa tendência é achar que com a internet, os celulares e etc o que chega via carteiro passa a ter relevância quase nula. Fica então curioso ver como um país mais avançado tecnologicamente que o nosso ainda se baseia neste recurso. Questões culturais, sempre elas, jamais devem ser desprezadas.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
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