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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí

O Estadão publicou ontem: CNPq cobra bolsistas que não voltaram para o Brasil.

Em linhas gerais, o texto diz que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (sim, é isso que quer dizer CNPq) vai correr atrás de pesquisadores que receberam incentivos do órgão para fazer pesquisas no exterior e não deram o retorno previsto em contrato.

Esse retorno, segundo a reportagem, se dá de duas formas: com a pessoa retornando ao Brasil e permanecendo por aqui no mínimo o mesmo tempo que ficou fora e, além disso, apresentando a dissertação ou tese resultante da pesquisa que desenvolveu.

Sinceramente, a medida é tão, mas tão óbvia, que o mais estranho é pensar como isso não foi resolvido antes. Se há um acordo entre duas partes, e uma descumpre o que foi prometido, que compense com os termos previstos em contrato. É assim em todas as negociações do mundo, não poderia ser diferente nesse caso.

O interessante é ver que a notícia estoura justamente agora que a comunidade científica protesta contra redução de verbas para ciência e tecnologia prevista no Orçamento da União para 2009 (veja mais aqui). Claro que ninguém discorda que C&T é uma área estratégica, mas o que se precisa ter em mente é que orçamento público é como "cobertor de pobre": para cobrir um lado, é preciso descobrir o outro. Se está saindo dinheiro da ciência, ele está entrando em outro setor. Não conheço a fundo o caso e, portanto, não sei se realmente esse dinheiro teria que sair da ciência ou se a retirada do montante é um erro estratégico de quem tomou a decisão.

Mas essa medida do CNPq mostra que há desperdício de verbas na área - assim como em todas as que envolvem dinheiro público.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Transformação completa e tangível

Mais um post sobre uma matéria que faço sobre o www.usp.br. Não vou virar monotemático, prometo; mas é que emendei uma sequência de duas reportagens, que me deram satisfação na hora de fazer, então cabe o relato. Vejam lá: FAU é premiada por projeto de revitalização de cortiço em São Paulo.

O texto fala sobre um projeto da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) que "invadiu" um cortiço no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e transformou o local. O que era uma "bomba" - nas palavras da professora que coordenou os trabalhos - virou uma moradia das mais dignas, um local que dá orgulho em quem lá reside.

O legal dessa iniciativa é algo que cito no começo do texto: é um exemplo concreto da extensão, da USP se mostrando à sociedade, justificando os investimentos que recebe. Por essas e outras que a USP segue sendo a maior e melhor universidade, apesar de seus inúmeros defeitos e das pauladas que recebe por aí. Eu sempre digo o seguinte: para quem quer simplesmente fazer um curso de graduação, estudar, ter uma formação satisfatória e receber o diploma, talvez a USP realmente não seja a melhor opção. Mas para quem deseja ir além, não há lugar melhor. E esse é um dos exemplos.