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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Sergipe

O penúltimo estado a ser analisado é o Sergipe. Lá, os candidatos que lideram a disputa são João Alves (DEM) e o atual governador Marcelo Déda (PT).

João Alves (DEM)
O site do democrata deixa uma razoavelmente boa primeira impressão, que vai se quebrando quanto mais se analisa a página.

O design da página inicial, por exemplo, é bom. A foto do banner inicial é adequada, as fontes foram bem escolhidas, a composição das cores é legal.

Mas quando se começa a navegar pela página, detecta-se facilmente problemas feios de estrutura. Por exemplo: a visualização das notícias é péssima, com o texto sendo espremido em uma tela pequena, e exigindo que o internauta clique inúmeras vezes na barra de rolagem para ler a matéria por completo. Mais do que feio, é algo pouco convidativo.

Outro problema é dispor, na página inicial, conteúdos que não se encontram em nenhum outro segmento do site. Por exemplo, "Álbum de Campanha" e a listagem de todos os candidatos da coligação.

Nesta listagem, inclusive, está outra falha do site: a relação de todos os candidatos da coligação (o que é uma boa pedida e deveria ser mais executado) é colocada com uma imagem, e não em formato de texto. A mesma coisa acontece na boa seção "25 motivos para votar em João". Quando se coloca imagens, reduz-se a possibilidade de acesso ao site via sites de busca (já que não há como uma página ler o que está escrito em uma imagem) e também se limita a chance de o internauta copiar o conteúdo e replicar a outros possíveis eleitores.

Agenda confusa, ausência de um plano de governo mal elaborado e fracas ferramentas de contato são outras pisadas de bola da página.

Marcelo Déda (PT)
Uma das mais agradáveis surpresas de todas essas análises. Pelo seguinte: quando comecei a procurar, via Google, o site do candidato, localizei uma série de notícias, informações de outro tipo e o Twitter do governador. Nada de um site de campanha. Pensei que simplesmente não existia um.

Mas com um pouco mais de insistência achei o site de Déda. E encontrei uma das melhores páginas de candidato ao governo em todo o Brasil.

O design da página inicial é "clean", que estimula a navegação e que tem a cara de muitas páginas tidas como ícones da internet 2.0. O internauta encontra o que quer com facilidade, e tem ferramentas para disseminar o conteúdo.

Em "Sergipe Mudou" está uma das melhores sacadas da eleição: um infográfico bonito, amigável e informativo que traz as realizações de Déda no governo estadual. Isso, somado à boa disposição do plano de governo, dá um belo substrato ao eleitor que quer fortalecer o nome de Déda diante de amigos.

Há também referência a outras páginas de apoio a Déda, como "Elas votam Déda", para as mulheres, e "Vamos com Déda", para a juventude. Diferentemente do que ocorre em outras páginas, na de Déda a integração entre os sites de apoio é bem-feita.

Vídeos, áudios e fotos ajudam a compor todo o conteúdo do ótimo site.

Na penúltima análise, acabo encontrando uma das melhores páginas do Brasil na categoria. Muito bom!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - São Paulo

Hora de falar do estado onde moro, o mais populoso do Brasil.

São Paulo tem a disputa polarizada entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). Apesar de reconhecer que ele não tem chances na disputa, analiso também a página de Celso Russomanno (PP), adotando o mesmo critério que utilizei nos outros estados - e é também por isso que excluo a página de Paulo Skaf (PSB) da análise.

Aloizio Mercadante (PT)
"Poderia ser melhor" é uma expressão que sintetiza bem o que é o site do petista. Há bom conteúdo, o design não é algo que possa ser chamado de feio, a visibilidade é adequada - mas acontecem alguns tropeços feios para uma candidatura do porte da do senador.

Por exemplo: quem clica nas seções "Fotos" e "Vídeos", queira ou não queira, é redirecionado para páginas externas, do Flickr e do Youtube, respectivamente. Lanbçar mão desses recursos é legal; utilizá-los de maneira a fazerem com que seu leitor saia do site, não.

O plano de governo é apresentado de maneira estranha na página. É dividido em setores, mas a navegação é ruim: as subdivisões são mostradas apenas com letras em vermelho e, quando acessadas, revelam um texto escrito numa fonte pequena e num contraste cinza-branco que dificulta a leitura.

Há, na página inicial, um campo para doações: mas ele está apenas ali. Quem sai da home não o encontra mais de jeito nenhum. E está no site um telefone para contato, mas apenas do comitê da capital. Espalhar as formas de acesso seria uma boa pedida.

Celso Russomanno (PP)
Um candidato tradicionalmente ligado à comunicação e ao jornalismo deveria ter uma página de melhor qualidade. É uma tarefa hercúlea encontrar algo de positivo na página do deputado.

Talvez um dos únicos méritos seja o box "Veja o que dizem", na página inicial, que traz depoimentos de internautas enviados por email ou recolhidos das mídias sociais, como comentários de Youtube. E só.

A página é esteticamente feia, apresenta problemas para navegação (há conteúdos presentes apenas na home, que não se consegue encontrar em nenhum outro local), as fontes são mal escolhidas - e há notícias nas quais há mais de uma no corpo do próprio texto! - as fotos são estranhas...

O plano de governo não está disposto em formato PDF, mas chega até a ser pior do que o que acontece nos sites de alguns que optaram por isso. O que se vê na página de Russomanno é uma cópia documento entregue ao TSE: ou seja, um texto gigantesco, nada convidativo, que será lido por pouquíssimos. Talvez o "governador das ruas" tenha achado que seria perda de tempo investir mais na campanha pela internet...

Geraldo Alckmin (PSDB)
É a melhor página dos candidatos ao governo do estado - embora, claro, apresente problemas.

Um é, como no caso da página de Mercadante, fornecer como único endereço e telefone de contato o do comitê em São Paulo. Certamente há outros tantos no restante do estado... Um pequeno deslize acontece também na apresentação do currículo de Alckmin. É um texto longo, arrastado, que poderia ser melhor sintetizado e que destacasse realizações da vida pública do candidato (como curiosidade, vale dizer que a página de Alckmin é a única encontrada, até agora, em que há tanto destaque para a primeira-dama).

A página inicial traz até um excesso de informações, mas a disposição é muito bem-feita. Cores, menus, boxes e outros itens são colocados de maneira harmônica, compondo um conjunto interessante. A barra vertical para as doações, citando valores pequenos como R$ 10 e R$ 30, é uma ótima sacada.

Falando em boas ideias, em "Ações do PSDB" mostra-se realizações do partido (Alckmin incluído, evidentemente) no estado, em todas as suas gestões. É uma ótima maneira de chamar a atenção do eleitor, e quebra um pouco o tropeço que é resumir o currículo do candidato a um textão corrido.

O site chama também para as redes sociais utilizadas pela campanha, e na home, o segmento "Eu quero Geraldo 45" traz vídeos com depoimentos que podem ser enviados pelos internautas. Boa medida.

Vale dizer que a página segue a linha adotada em todas as ações de comunicação da campanha tucana: "Alckmin" praticamente não existe, o candidato é o "Geraldo".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Santa Catarina

A abordagem agora é sobre Santa Catarina. Três candidatos - ou melhor, duas candidatas e um candidato - lideram a disputa: Angela Amin (PP), Ideli Salvatti (PT) e Raimundo Colombo (DEM).

Angela Amin (PP)
O site da deputada é esteticamente feio e apresenta problemas para navegação. Tem uma apresentação "espremida": a página propriamente dita ocupa apenas um terço da tela, deixando dois espações verticais inutilizados.

Na mesma linha, quem navega no site acaba esbarrando em outras chatices similares, como a dificuldade de se navegar entre as subdivisões do menu inicial. Ao se parar o cursor sobre uma opção, as subdivisões aparecem; mas é quase impossível passar de uma à outra sem que o cursor saia da tela e interprete que o internauta esteja querendo mudar de conteúdo.

Chama atenção também o pouquíssimo uso de cores (o site é praticamente todo cinza; além de feia, a cor é oposta ao azul/vermelho do PP, o partido de Angela, e o verde/vermelho/branco de Santa Catarina; a opção, então, parece inexplicável) e as fontes utilizadas. Para algumas páginas, recomenda-se o uso de uma lupa para que seja possível ver as notícias, dado o reduzido tamanho das letras na tela.

O curioso é que, em termos de conteúdo, o site é interessante, com boas sacadas. O menu "Linha Direta" tem cinco subdivisões, e todas elas são ótimas sacadas - em "Minha Família", o internauta envia uma foto de sua família e uma declaração de apoio à candidata. Isso é bom, porque garante uma atualização para a página, sugere uma ideia de apoio à candidatura e estimula mais visualizações.

Há tropeços como a ausência do plano de governo e ferramentas mais interessantes de contato. Mas, em geral, a falha principal da página está mesmo no design - o que salta ainda mais aos olhos quando se compara o site de Angela aos dos seus adversários.

Ideli Salvati (PT)
A página inicial é um tanto quanto poluída - a escolha das cores acabou não sendo tão harmônica assim, e o excesso de conteúdo pode prejudicar a visualização - mas isso acaba sendo um detalhe perto das outras coisas boas que há na página.

Por exemplo, no topo da página há três menus: "Ideli na sua casa", "Ideli no seu computador" e "Colabore com a campanha". A página de doações ainda segue "em construção" (e é meio improvável achar que estará concluída agora, a 20 dias das eleições). Mas os outros dois são ótimos. "Ideli na sua casa" sugere que o internauta receba uma placa com a foto da candidata, para ser afixada na residência - é preciso preencher um formulário e aguardar que um representante da campanha entre em contato. E "Ideli no seu computador" mostra como o visitante pode instalar, passo-a-passo, um programinha com informações sobre a campanha.

Alguns pequenos tropeços acontecem, como a disponibilização do plano de governo apenas em formato PDF - o que acontece também com a opção "Saiba o que SC já ganhou com o governo Lula". Expor essas duas informações de maneira mais agradável seria uma medida melhor.


Há o chamariz para uma outra página chamada embaixadores.sc. É um site, externo ao de Ideli, que reúne discussões e fóruns sobre Santa Catarina. Ideia boa - mas seria melhor executada se realizada dentro do próprio site de Ideli, sem fazer com que o visitante deixe a página para participar.

Em resumo, é um site bom, caprichado, mas que tem o conteúdo ligeiramente falho.

Raimundo Colombo (DEM)
Sem medo de errar: é uma das melhores sites do Brasil na categoria. Combina ótimo design com conteúdo de qualidade. Utiliza as mídias sociais de maneira inteligente e capricha nas ferramentas para estímulo de mobilização.

Por exemplo, a seção "Mobilização" traz um mapa do estado marcado com ícones; ao clicar neles, o visitante tem o nome e o endereço de um apoiador da candidatura, em uma rede que abrange todo o estado. A navegação poderia ser um pouco mais amigável, mas ainda assim é a melhor iniciativa de mobilização já encontrada - nome e sobrenome dos militantes, o que facilita o contato.

As biografias de Colombo e de seu vice, Eduardo Moreira, são mostradas de maneira simples e objetiva. E, na de Colombo, há ainda outro adicional muito bom: uma seção "Você sabia", com perguntas e respostas sobre o candidato, que expõem suas realizações na vida pública.

Em "Tô Contigo", fotos enviadas pelos visitantes compõem um dinâmico painel, de divertida e estimulante visitação.

A principal (ou talvez única) pisada de bola está no plano de governo. É chamado de "Agenda de Governo", e resume-se a um local onde o internauta pode enviar sua sugestão (e não se mostra o local onde as sugestões aparecem) e também onde se pode fazer o download do antipático PDF com o programa de governo enviado ao TSE. Um site tão caprichado merecia melhor atenção em um conteúdo relativamente básico como esse.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Rio Grande do Sul

O estado a ser analisado agora é o Rio Grande do Sul, cujos principais candidatos são José Fogaça (PMDB), Tarso Genro (PT) e Yeda Crusius (PSDB).

José Fogaça (PMDB)
Em geral, o site do peemedebista é bom. A página inicial (apesar do banner principal e sua foto estranha) é bem feita, com uma disposição adequada de fotos, destaques e das cores - o vermelho-amarelo-verde do estado acabou se harmonizando legal com o azul do banner principal e com as outras informações.

A maior falha do site está na apresentação do plano de governo do candidato. Coloca-se apenas um link para download do programa, que é apresentado por um texto denso, de três parágrafos, pouco convidativo.

Em compensação, o site acerta em "Conquistas Históricas": lá se mostram as realizações de Fogaça quando prefeito de Porto Alegre, de maneira dinâmica e fácil. Basta o internauta escolher uma área de interesse e tem à sua disposição informativos sobre o que fez o candidato em seu mandato anterior.

Outra virtude do site de Fogaça - algo até agora não visto em nenhuma outra página - está na apresentação das ações da candidatura nas mídias sociais. Ao invés de apenas despejar os ícones das redes (e contar para que o visitante seja habituado a todas elas), há uma subdivisão chamada "Vida Digital" em que, em um simples parágrafo, de maneira didática, explica-se o que é a rede (Twitter, Youtube e outras) e como se dá a participação da campanha.

Tarso Genro (PT)
De certo modo cabem à página do petista os mesmos elogios feitos ao site de Fogaça. A apresentação visual do site é muito boa. Os conteúdos estão bem dispostos na página inicial; o design, amplo e espalhado, gera uma visualização agradável e de fácil navegação.

Em toda a página o conteúdo é bem distribuído e apresentado. E há conteúdo de sobra: o programa de governo é setorizado (e quem quiser baixar o PDF completo pode fazê-lo), a agenda é informativa (embora traga apenas o dia corrente, mas pelo menos os compromissos são bem detalhados). Caberia detalhar, em sua biografia, o que fez como prefeito e ministro, mas ainda assim a seção está bem feita.

Da série "boas e simples ideias", o site tem a listagem de todos os candidatos da chapa - inclusive todos os que disputam vagas de deputado federal e estadual, com direito a links para os sites dos que tiverem páginas na internet. Isso reforça o senso de grupo, além de atrair mais visitantes.

O comitê central da campanha tem seu endereço e telefone divulgados logo na página inicial. E, internamente, há inclusive o mapa do local, via Google Maps. Para ficar perfeito, seria legal a inclusão dos comitês das outras cidades. Mas já é algo superior à média.

Um item que não consta no site e que está presente na maioria das páginas dos candidatos ao governo (inclusive na dos dois adversários de Tarso) é a dos materiais de campanha para download. Já que tal subdivisão virou "commodity", poderia constar ali.

Yeda Crusius (PSDB)
A página da atual governadora tem na interatividade seu principal mérito. Mais do que colocar os ícones das redes sociais, o site efetivamente utiliza e dá destaque a esses elementos.

Por exemplo, em "Pergunte", há questões enviadas e cujas respostas são assinadas pela candidata. As perguntas percorrem uma gama que vão desde "Qual a sua proposta para a educação?" até "Onde posso encontrar as fotos do evento do dia 20?".

Na página inicial, há também outros três bons pontos de interatividade. Um é o "Faça o seu Y", em que os visitantes enviam fotos para serem publicadas; em "Mensagem para Yeda", há o envio de textos, que podem também conter imagens; e "Meu voto é de Yeda" tem perfil semelhante. Todas são boas ações, e que colaboram para o aumento de visitantes.

A subdivisão "O que Yeda fez por você" é boa, com as realizações da governadora; em compensação, as "Diretrizes para o segundo governo" são apresentadas em um antipático PDF.

E peço a ajuda dos visitantes: no momento de produção desse post, o menu "Pegue sua bandeira" não funcionava. Ao acessá-lo (e em mais de um navegador), me deparei com uma mensagem de erro do Google Maps. É isso mesmo? Gostaria de ver essa seção porque, aparentemente, ela traz uma ótima informação, que é a dos comitês em diferentes municípios do estado.

Com exceção desse problema técnico, a principal falha do site de Yeda está justamente em seu design. A utilização ampla da cor azul traz um tom monótono à página - sem contar que, em um estado de rivalidade futebolística tão forte, privilegiar a cor de um dos principais times é queimar-se com parte significativa do eleitorado...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Pará

Antes de iniciar o post, uma correção mais que essencial: pisei na bola na utilização da ordem alfabética (é, isso mesmo) na composição destes posts. Ao invés de fazer a sequência Pará, Paraíba e Paraná, realizei exatamente o inverso. Fui alertado por um eleitor, a quem agradeço.

Bem, sigamos em frente.

Falaremos agora do Pará, que tem três candidatos dominando a disputa: Ana Júlia Carepa (PT), Domingos Juvenil (PMDB) e Simão Jatene (PSDB).

Ana Júlia Carepa (PT)
Há virtudes e defeitos na página da governadora. A tela inicial tem um design ao mesmo tempo legal e estranho. A parte positiva está na utilização das cores - azul e vermelho, numa combinação legal que remete às cores do Pará - e a negativa, nas fontes. O uso do itálico e negrito simultaneamente em algumas chamadas dá um efeito estranho.

Em termos de conteúdo, a página inicial é adequada. Há a referência às mídias sociais, notícias em destaque rotativo, menus dispostos de maneira "clássica" e também elencados em banners específicos, como o dos vídeos.

Também na home está a principal virtude do site da petista: a seção "Acelera", com um destaque rotativo com o nome e a foto do participante, um internauta voluntário. Como já dito, sempre fará um bom negócio uma página que colocar os visitantes em destaque. Isso faz com que a pessoa queira mostrar sua aparição aos amigos, gerando mais pessoas acessando a página.

Na mão oposta, a principal - e bem feia - falha do site está em "Propostas". Quem clica ali não cai no plano de governo da candidata, e sim em um fórum para sugestões que, pouco acessado e/ou mal gerenciado, acaba não trazendo nenhuma informação muito relevante.

A parte dos "Contatos" tem o endereço e o telefone do comitê central de Ana Júlia em Belém. Caberia citar também os de outros municípios (o Pará é imenso), mas já é alguma coisa.

Domingos Juvenil (PMDB)
Está no design da página inicial o maior mérito do site do candidato. É um desenho simples, mas estimulante, e a foto principal de Domingos tem qualidade e se harmoniza com o restante da página. O menu disposto em letras azuis do lado da foto é esteticamente caprichado e facilita a navegação.

As propostas de governo do candidato são divididas em setores com textos simples, o que é uma boa; porém, peca-se pela generalidade de algumas delas (uma é "Melhorar a qualidade da água" - sempre me pergunto se há algum candidato que é contra isso).

Há uma falha técnica na página - a fonte utilizada no corpo do texto das notícias não é sempre o mesmo, o que pode gerar uma pequena confusão visual em quem está visitando a página.

Faltam as boas ferramentas de contato, como infelizmente é usual; por outro lado, a seção "Divulgue", em que o visitante pode colocar o endereço de amigos para que estes conheçam o site, é uma boa e simples solução.

Simão Jatene (PSDB)
Visualmente, uma das mais belas páginas da categoria no Brasil. Há uma inovação: o banner principal do site é rotativo e chama para um destaque a cada aparição. Assim, cria-se um dinamismo e adiciona-se um conteúdo novo em uma área que, costumeiramente, é meio morta.

Falando ainda em página inicial, o rodapé do site tem algo ótimo: mais do que somente colocar a barra com os ícones das redes sociais, há na página um menu rotativo que traz os principais destaques da rede, com os depoimentos dos internautas - e aí vale a mesma regra, fazer uma pessoa "se ver" sempre é algo legal.

Os pontos positivos também estão em outros campos, como na utilização dos banners e na divulgação do candidato ao Senado da chapa (algo que não se vê nos sites de Juvenil e Ana Júlia, como comparação).

A página tem um diferencial que pode ser visto como algo "bobo" por alguns, mas ao meu ver é interessante: o game "Pacto Pelo Pará". O jogo, em si, não é nada exatamente inovador. Inclusive, aproveita formato que se vê em muitas páginas de jogos online por aí. O positivo na história está em utilizá-lo para prender a atenção do visitante ao site e para estimular outros acessos.

Falhas do site estão nas ferramentas de contato (os erros de sempre) e na manutenção de algumas páginas que não existem, como a "Doe para a campanha", que dá em um texto de erro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, os dois candidatos à frente da disputa são o atual governador, André Puccinelli (PMDB), e o ex-governador Zeca do PT (PT).

André Puccinelli (PMDB)
Em linhas gerais, o site do peemedebista é ruim. E olha que em termos de design - algo que tem recebido muitas críticas por aqui - a página se destaca. As cores foram bem escolhidas, idem para as fontes, o conjunto em si é harmonioso.

O principal problema do site de André está na navegação. O site tem, como na maioria das outras páginas, destaques que se alternam entre si na página inicial. Até aí tudo bem. O problema é que esses destaques não "somem" quando se clica em alguma página, para visualizá-la. Então a impressão que se tem é que a página desejada não abriu, já que os destaques seguem em primeiro plano.

A falha se agrava pelo seguinte: quando se clica em algum link, a página volta ao topo da tela. E aí o que se vê é o banner inicial, os destaques rotacionando, e aí, só embaixo, está a notícia.

Há também outros problemas mais "bobos" - ou melhor, certas opções que foram feitas e que prejudicam a navegabilidade. Um exemplo está em um banner que está na parte de baixo do site (e só lá): de nome "Indicadores de Competência", ele mostra o que André fez como governador do estado. Informação bem importante e que contribui no processo eleitoral, mas que é marginalizada ali. "Carreira", com um texto blocado e de navegação mais chata, acaba tendo mais destaque.

É também interessante o fato do site não mencionar quem são os candidatos ao Senado da chapa de André e que a única citação à candidata a vice está no banner principal. Não há a biografia da candidata, nem qualquer outra citação a ela.

"Contato" e "Agenda" seguem apresentando os problemas geralmente vistos nas outras páginas.

Zeca do PT (PT)
O site do petista é bem superior ao do seu principal adversário. E poderia ser perfeito se fossem realizadas algumas medidas simples.

Por exemplo, o famigerado "contato no formulariozinho". Uma página interativa como a de Zeca merecia conter a distribuição dos comitês do candidato em todo o estado. Não há nada disso - e olha que o site tem um banner legal e um bom destaque para o voluntariado. Outra pisada de bola está na divisão "Imprensa". Quem acessa ali não encontra nada além dos textos já veiculados em "Notícias". Telefones e material em alta resolução, não há.

A importância da questão dos endereços - que tanto martelo aqui - se traduz quando se acessa o Formspring do candidato (que, na página inicial, está destacado pelo menu "Pergunte ao Zeca"). Numa das primeiras respostas que o candidato dá ao visitante, ele cita o endereço completo do comitê, como sendo uma forma para que o militante pegue material de campanha - não seria interessante deixar isso disposto na página inicial?

Mas há muitas virtudes no site. A principal se vê logo na entrada: o site é bonito, com fotos, fontes e cores caprichadas. Os candidatos a vice e ao Senado recebem destaque logo na home. E o site traz também a lista de todos os candidatos da chapa à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa local.

Outro ponto bom está em "Artigos": são textos de boa qualidade, que podem ser enviados pelos próprios internautas e onde está a foto do autor. Bela forma de se atrair visitantes.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Distrito Federal

Hora de falar da capital do nosso país - e deste que vos escreve lutar contra o impulso de usar as palavras "estadual" e "estado" no texto.

Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC) são os dois candidatos que polarizam a disputa no Distrito Federal. Às análises:

Agnelo Queiroz (PT)
O site do petista é muito bom. De todas as páginas até agora analisadas, tem o melhor design; é inovador e belo, e ao mesmo tempo não prejudica a navegação (mal que incorrem, infelizmente, muitas páginas que querem ser caracterizadas pela novidade).

As chamadas principais da página se rotacionam não por data, mas sim por escolha dos seus editores. A medida garante agilidade e também assegura que nenhuma notícia pouco importante vá receber peso maior do que deveria. A referência às mídias sociais está ali, de fácil acesso, e também com um bom conteúdo. O Twitter de Agnelo, o "blog do Agnelo" (que é uma compilação de notícias) e os vídeos em destaque compõem um bom visual.

Uma das melhores sacadas do site é a disposição do programa de governo de Agnelo. As principais diretrizes são exibidas de maneira simples e fácil navegação; e, além disso, há um link para o programa completo, em formato PDF, e um campo para que o internauta envie suas sugestões.

Mas, claro, cabem críticas. Uma é relacionada a algo que prejudica, principalmente, o próprio Agnelo: cadê o Lula? O presidente da República, figura bem avaliada e que tem aparecido em destaque nas páginas de todos os candidatos de partidos aliados, não é algo que se encontra facilmente na página de Agnelo, seu ex-ministro. Na mesma linha, poderiam ser melhor trabalhadas as referências aos outros candidatos da chapa de Agnelo - inclusive a de Dilma Rousseff, postulante à Presidência. Na parte inferior do site, estão os logotipos da candidatura de Dilma e a dos postulantes ao Senado Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg, mas sem links para os respectivos sites - uma bola fora.

Outro ponto negativo está na falta de telefones e/ou endereços para contato direto com o eleitor. O único caminho para contato é o tradicional formulário - ineficaz e pouco estimulante.

Joaquim Roriz (PSC)
A página do ex-governador alterna ótimas ideias com momentos de infelicidade.

O design da página, em geral, é bom. O site tem um visual interessante, e cores com harmonia com as logomarcas da campanha. Mas na home, um problema meio bobo e de fácil resolução: a foto de Roriz e dos seus companheiros de chapa é estranha. O candidato principal não tem o destaque que precisaria ter. E, como não há nenhuma outra menção no site aos candidatos a vice e aos do Senado, o visitante acaba não sabendo quem são as pessoas que ladeiam Roriz na imagem principal da página.

A disposição de notícias na página inicial é boa, mas poderia ser melhor. A partir da segunda seção de notícias, acaba sendo formado um blocão pouco interessante.

Em "Fala Povo", um dos pontos mais legais da página - e que seria ainda mais no alvo se fosse melhor executado. Depoimentos e imagens de eleitores são sempre uma boa pedida, já que as pessoas gostam de se ver. Mas as fotos são pequenas, e a fonte, cinza em um fundo branco, é de difícil leitura.

No que se refere à interação com o visitante, a página de Roriz acaba fazendo o oposto - tanto para o bem quanto para o mal - do que a maioria das páginas de candidatos aos governos têm adotado. Há, positivamente, telefones e endereços para contato, tanto para o público geral quanto para a imprensa; por outro lado, as mídias sociais são completamente desprezadas. (Comentário: entre telefone-endereço e parafernália de acesso para as mídias sociais, fico com a primeira opção. E vocês? Mas claro que as duas coisas seria o ideal)

Por fim, uma questão sobre a qual gostaria de chamar a atenção: o site tem muitas, mas muitas mesmo referências sobre a questão da "ficha limpa" - pendência judicial que pode até mesmo tirar a candidatura de Roriz da disputa. Acho importante que o candidato coloque na página seus desmentidos e sua visão do caso, mas... será que, ao enfatizar demais o assunto, Roriz acaba não dando a ele um destaque maior do que seria necessário, dentro de um contexto eleitoral?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Bahia

Chegou a vez de falar da Bahia. Agora, a análise dos sites dos candidatos tem outro prisma. A Bahia é o quinto estado do Brasil em população, Salvador é a terceira cidade; falamos de um universo maior e mais rico do que o onde estão as páginas dos candidatos previamente analisados pelo blog (Acre, Alagoas, Amapá e Amazonas).

Isso se refletiu logo no trabalho de busca para encontrar as páginas a serem atualizadas. Os sites de Geddel Vieira Lima (PMDB), Jacques Wagner (PT) e Paulo Souto (DEM), os três candidatos com chances reais de vitória, apareceram nas páginas iniciais do Google, sem muito esforço por parte do analista.

Às análises:

Geddel Vieira Lima (PMDB)
É essa ótica anteriormente descrita que faz com que a página de Geddel mereça mais críticas do que elogios. Fosse o site destinado a um candidato de Acre ou Amapá, onde as iniciativas para a internet são fracas ou inexistentes, mereceria uma nota 10. Mas não - Geddel disputa na Bahia, tem concorrentes com páginas bem melhores que a sua (veja abaixo) e por isso sua ação na net deve ser alvo de observações mais rigorosas.

Design - ou a falta dele - é a principal falha do site de Geddel. Em poucas palavras, o site é feio. Verde, amarelho, vermelho e azul se mesclam de forma não-harmônica na página inicial. A logomarca de Geddel, com o 15 do PMDB envolto por um coração, também não ajuda. O resultado é um site poluído, pouco convidativo.

O problema se mostra ainda maior quando se tenta ler as notícias da página. Tanto nas chamadas quanto no corpo do texto propriamente dito, o site usa fontes de difícil leitura. São pequenas, estão muito próximas uma da outra, usam negrito de maneira desnecessária. Na seção dos destaques, por exemplo, a fonte Arial em capslock, em amarelo sobre o fundo verde, cria uma imagem bem mais feia do que um candidato como Geddel pede.

A bronca com o design se mostra ainda mais importante quando verificamos que o site de Geddel tem bastante conteúdo. Mas muito mesmo - há a biografia do candidato, áudios e vídeos de boa qualidade, uma sala de imprensa com telefone de contato, referências às redes sociais e outros sites de campanha, e assim por diante.

Cabe também um elogio ao banner inicial, com Geddel rodeado por Lula e Dilma Rousseff - cabos eleitorais importantes. Mas não deixa de ser notado o uso de termo "presidenta" para se referir a Dilma. Quando o vocábulo está cada vez mais sem uso e a campanha de Dilma prefere "presidente", não seria mau negócio deixarmos o "presidenta" de lado, de acordo?

Jacques Wagner (PT)
Website caprichado, um dos melhores de toda a campanha atual, em todo o Brasil. A página tem um design cativante, com imagens, cores e fontes se dispondo de modo cativante.

Chama a atenção a rápida e eficaz atualização do site - diferentemente do que se vê em muitas páginas de campanha, a de Wagner é abastecida várias vezes ao dia, com uma boa estrutura.

Um ícone na parte inferior da página chamou para um aspecto que faria com que o site recebesse elogios intermináveis: uma referência à realização de doações! Mas, quando aberta... a seção indica um mapinha do comitê para que o eleitor faça a doação pessoalmente. Pelo menos o mapa é do Google Maps...

O site evita um erro muito cometido pelo das outras campanhas - o programa de governo não está disposto de maneira blocada, e sim com propostas setorizadas. Mas parece que a simplificação nesse quesito foi levada ao extremo: por exemplo, uma das propostas para a saúde é Combater a AIDS, meningite, tuberculose, leishmaniose e outras doenças infectocontagiosas. Se alguém conhecer algum candidato que não defenda essa bandeira, por favor me apresente... nesse quesito, acaba-se caindo no genérico.

Um dos melhores setores do site é o que traz a biografia dos candidatos - Wagner e os outros integrantes da sua chapa. No perfil de Wagner, uma muito bem-feita animação em Flash apresenta quem é o candidato, e o que ele fez em diferentes momentos da sua vida, inclusive como governador. Solução simples e fácil que poderia ser adotada por outros candidatos.

Cabe também destacar os bons recursos para interatividade. Além dos já batidos links para outras redes sociais, há a disposição de banners, em diferentes formatos, para que as pessoas coloquem a marca de Wagner em suas páginas - com o código em HTML ao lado, tudo "mastigado" para o internauta.

Paulo Souto (DEM)
À página de Paulo Souto cabe uma análise de certo modo similar à feita para o site de Geddel Vieira Lima. Tem um bom conteúdo, e as principais falhas estão no design.

A escolha das fontes é um grande problema. Tanto em chamadas quanto no corpo do texto, elas dificultam a leitura do texto. Forma-se um bloco estranho, ruim de se ler.

Há também problemas na apresentação das propostas de Souto. O programa de governo é apresentado no irritante formato do PDF; e as realizações do candidato, que certamente poderiam ser convertidas em bom material, acabam sendo exibidas em um bloco muito grande de setores.

As fotos do site, em geral, são outro problema. As imagens de eventos nas ruas são todas idênticas - dispostas lado a lado, como rotineiramente aparecem na página inicial, criam uma confusão visual. Não é um mau site, longe disso, mas poderia se tornar bem superior ao que atualmente é.

Legendários

O PT anunciou, em notícia veiculada no dia 3, que em seu programa no horário eleitoral gratuito em São Paulo não haverá apresentações individuais de seus candidatos a deputado federal e estadual, e sim um trabalho para solicitar, para ambos os cargos, o voto na legenda.

O partido vai utilizar a figura do presidente Lula e, de quebra, aproveitar o espaço para reforçar um pouco mais as candidaturas de Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante, Marta Suplicy e Netinho de Paula.

A notícia é muito positiva, a meu ver. Cabe uma ou outra ressalva, mas em geral é mais digna de elogios que críticas.

O PT acaba descobrindo o óbvio, algo que não sei como não é replicado por outras siglas: aquele espacinho picado, de pouco mais de 15 segundos, para que cada candidato fale, não chega a ser algo que desequilibre em uma campanha proporcional. Claro que tem seu peso - um candidato que aparece no horário político tem sua campanha vista com mais credibilidade, mais força - mas, pelas questões de tempo, não contribui decisivamente no contexto geral da campanha.

E a importância do voto na legenda nem precisa ser muito detalhada. Há inúmeros casos, em todas as eleições proporcionais (para vereadores e deputados federais e estaduais) de candidatos que são eleitos com menos votos que outros porque são beneficiados pela sua legenda, bem como os que recebem boas votações mas ficam de fora pelo coeficiente.

No caso do PT, a medida é ainda mais interessante porque o partido ainda é aquele que ainda tem o eleitorado mais "ideológico", mais "militante" - e o eleitor que simpatiza com Lula e Dilma e ainda não sabe em quem votar para o Legislativo, se instruído, acaba contribuindo com a sigla com o voto no 13.

As críticas que podem ser feitas à medida se baseiam em dois aspectos. O primeiro diz respeito à legislação eleitoral, à própria finalidade em si do horário político: a regra do jogo diz que o horário destinado aos deputados não pode ser preenchido com a campanha dos outros cargos, e por isso a campanha do PT terá que ser hábil para não incorrer nesse erro. A outra questão se dá de maneira semelhante, mas não sob o ponto de vista jurídico, e sim da campanha propriamente dita - se não bem preparada, a campanha pelo voto na legenda pode soar como apenas mais um pedido de votos em Dilma/Mercadante/Marta/Netinho, e assim se tornando pouco eficaz, não atingindo o alvo inicialmente esperado.

É esperar o horário eleitoral para ver como, na prática, a ação se desenvolve.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Acre

Por ordem alfabética, é o Acre o primeiro estado a ter os sites dos seus concorrentes ao governo estadual analisados pelo blog.

Mas receio dizer que teremos que esperar o próximo estado para que a análise realmente se concretize. Por um simples motivo: ao menos que as buscas via Google tenham falhado de maneira ímpar, os três candidatos a governador do estado - Tião Viana (PT), Tião Bocalom (PSDB) e Gouveia Tijolinho (PRTB) - não têm páginas específicas para a campanha.

No caso de Tijolinho e Bocalom, nem sequer há uma página oficial sobre eles, e ter informações é algo que se torna complicado. O PSDB local mantém um site - sofrível, é bom que se diga - e essa parece ser uma das poucas ações para a internet que o partido de José Serra tem para o estado. O PRTB do Acre não tem uma página específica.

Tião Viana, que é senador, tem um bom site pessoal. A página é bem completa (apesar de relativamente feinha, merecia um design melhor). Tem o currículo do candidato, depoimentos a seu favor, vídeos, interação com o seu Twitter e uma série de outras ferramentas. Um ponto positivo é a relação completa das atividades de Viana no Legislativo nacional, tornando possível, para o interessado, saber o que ele fez em Brasília.

A página está sem atualizações. Há uma mensagem grande, logo na home - "A partir de hoje, 08/07/2010, não serão postadas novas mensagens" - deixa clara que a inatividade é intencional e se deve ao período eleitoral. Compreensível, mas barbaramente equivocado se considerarmos que, nas eleições de agora, as páginas pessoais dos candidatos podem ser bem mais dinâmicas do que foram em 2008 e têm se tornado um bom meio para o contato com o eleitor. Pelo site que mantém, Tião Viana sugere ser um político preocupado com o uso da internet; só precisaria transpor essa mentalidade também para o período eleitoral.

No fim, chega a ser chato ver o desprezo que a internet recebeu dos candidatos do Acre. Sim, sabemos que a inclusão digital no Brasil não é algo pleno e que o Acre é um dos estados mais pobres da federação, mas isso não justifica o esquecimento dessa ferramenta. Dá para fazer mais, e com algo que traga resultados efetivos.

Ficha
Tião Viana (PT) - www.tiaoviana.com (site pessoal, não direcionado à campanha)

Tião Bocalom (PSDB) e Gouveia Tijolinho (PRTB) não têm sites.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PT exibe programa caprichado

O PT exibiu, ontem, em rede nacional, seu programa partidário gratuito. Aquele do qual todos os partidos dispõem, com inserções em anos não-eleitorais e que são destinadas à promoção do partido, e não dos candidatos. Em síntese - as peças podem fazer de tudo, menos pedir votos a candidatos futuros.

E a peça impressiona. Sua qualidade técnica é simplesmente irretocável. Não concebo um programa, em termos técnicos, melhor do que esse. Enquadramentos precisos, efeitos especiais na medida, falas bem-estruturadas... enfim, uma obra prima. Sinal que teremos alta qualidade técnica no horário eleitoral do ano que vem. Não vi o programa das outras siglas, alguém pode comentar se o nível está tão alto ou se o PT é uma exceção?

Quanto ao conteúdo, há alguns aspectos interessantes a destacar. Em primeiro lugar: Lula e Dilma aparecem em quantidade quase que igual na peça. Não há muita prevalência de um sobre outro. A figura da "Dilma gerente", enfatizada pelo próprio Lula em entrevistas, é o que se destaca. Dilma aparece sendo a responsável pelos projetos Minha Casa Minha Vida, Pré-Sal e PAC - que curiosamente têm mais espaço na publicidade do que o Bolsa Família, colocado em certa coadjuvância.

Chama a atenção ver também que Dilma é simplesmente chamada de "ministra". Seu cargo completo - ministra-chefe da Casa Civil - não é em nenhum momento mencionado, tanto nas falas quanto nos créditos inseridos abaixo de sua figura. E, com exceção de uma pequena citação de Lula, a figura da "mulher" e seus estereótipos costumeiros também não se faz presente.

Outras figuras do governo Lula aparecem, mas com destaque ínfimo. Uma reunião ministerial forjada tem Dilma na cabeceira e os outros ministros à sua volta. Que não emitem sons, apenas simulam o debate.

Além de Lula e Dilma, as duas únicas "autoridades" a falarem são Ricardo Berzonini e José Eduardo Dutra, respectivamente presidente atual e futuro do PT nacional - suas aparições acontecem para justificar a questão "partidária" do programa.

Como crítica, acho que a menção ao PSDB foi exagerada. Lula e o governo PT gozam de aprovação tamanha que acredito não ser necessária a citação do nome de partido e presidente anteriores. Uma comparação do governo atual com "governos de antes" seria mais interessante. Sabem aquela coisa do "falem mal, mas falem de mim"? Acredito que ignorar o PSDB e FHC seria mais lucrativo.

Vejam abaixo o programa e emitam suas opiniões.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O indecifrável "projeto Marina"

Ainda não sei como interpretar a ascensão do movimento Marina Silva Presidente. A ideia se propaga pela internet e, aparentemente, seus autores querem que ela seja interpretada como uma sugestão espontânea, um clamor autêntico das massas virtuais; mas manifestações públicas e abertas do Partido Verde a favor da proposta, além de declarações evasivas da própria senadora, podem sugerir que a mobilização não é tão autêntica assim.

De qualquer forma, não deixa de ser uma situação interessante. Em primeiro lugar, por acarretar a saída de mais um quadro histórico do PT - mais uma pessoa tradicionalmente ligada a uma causa, que ocupou um ministério relacionado a ela, que por desavenças deixou o governo e, posteriormente, o partido do presidente Lula, e até que acabou concorrendo à Presidência. Roteiro idêntico ao de Cristovam Buarque, o primeiro ministro da Educação do atual presidente. Marina, é bom lembrar, assumiu o Meio Ambiente logo no início do primeiro mandato de Lula e deixou o cargo em situação pouco harmônica.

É também o caso de se pensar como será o jogo eleitoral caso a candidatura de Marina pelo PV se confirme. Com ela, teríamos três mulheres com candidaturas a serem levadas a sério - as outras duas são Heloísa Helena (PSOL) e a favorita Dilma Rousseff (PT). Das três, arrisco dizer que Marina seria a que teria um discurso mais convicente, a de uma plataforma de campanha mais autêntica. Heloísa tende a repetir o discurso vago da "ética", sem propostas consistentes, e Dilma proporá a continuidade do governo Lula - o que é uma plataforma séria, mas, cá entre nós, pouco ousada e "pessoal".

Mas sabemos que o PV não tem condições - ao menos não hoje - de vencer uma eleição presidencial. Ao menos não com o quadro que se desenha. E acredito que nem uma aliança com outros partidos tiraria o favoritismo perene de PT e PSDB. Justamente por isso, Marina talvez não queira concorrer - disputar a presidência significaria abrir mão de uma reeleição quase certa ao Senado.

Resta saber se o PT apresentará alguma manifestação oficial ao caso. O partido não abrirá mão da candidatura de Dilma e não parece estar muito preocupado com a perda de Marina. O PV, enquanto isso, comemora.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

É positivo

Você conhece Emidio de Souza? A não ser que você seja da região de Osasco ou um ávido devorador do noticiário político, muito provavelmente sua resposta será "não". Então é bom que se acostume a esse nome: Emidio, cada vez mais, é um forte pré-candidato do PT ao governo do estado.

Emidio é prefeito de Osasco - eleito em 2004, reeleito em 2008 - e, antes disso, foi deputado estadual e vereador. Tem sido colocado na lista dos pré-candidatos do PT e uma série de conjecturas tem feito com que seu desconhecido nome ganhe força.

O primeiro e mais importante motivo é a falta de nomes petistas para o projeto. É só lembrar o que aconteceu na eleição passada. Um ano (2005) antes do pleito, falava-se de três possíveis candidatos do PT: o deputado João Paulo Cunha, a ex-prefeita Marta Suplicy e o senador Aloizio Mercadante. Mercadante acabou candidato e levou surra histórica de José Serra, que venceu no primeiro turno.

Peguemos esses três nomes e o analisemos no contexto atual. João Paulo Cunha, ainda em 2005, foi envolvido no escândalo do mensalão e o máximo que pode almejar hoje é o posto de deputado federal que mantém. Marta Suplicy saiu muito fragilizada após a derrota no pleito de 2008 da capital e é praticamente impossível que vença alguma eleição majoritária em São Paulo. Já Mercadante até que tem sua força, mas é mais negócio destiná-la ao Senado - ele tentará, ano que vem, renovar o mandato que obteve após as eleições de 2002.

Então o fato é que o PT não renovou seus quadros. Inlcusive, o nome que ainda está na frente de Emidio é o do deputado Antonio Palocci, que tem prestígio e força eleitoral, mas que sofreu um belo arranhão na sua imagem com o "escândalo do caseiro".

Arrisco um palpite: Emidio só deixará de ser candidato caso o PT abra mão de sua candidatura majoritária e embarque na aventura Ciro Gomes ou, como se cogita, a uma aliança com o PDT para a candidatura do prefeito de Campinas, Dr. Hélio.

Digo isso porque, até segunda ordem, a eleição para o governo do estado está nas mãos do PSDB, e seria suicida, da parte do PT, queimar Antonio Palocci e impedi-lo de buscar uma relativamente fácil reeleição ao mandato de deputado. Enquanto isso, Emidio é prefeito de Osasco e continuará ainda que dê vexame nas eleições do ano que vem. Ou seja: tem muito a menos que perder do que o ribeirão-pretano.

Acho que seria saudável ao PT o lançamento de Emidio. Assim, o partido se reoxigenaria, exporia um novo quadro para a opinião pública e deixaria claro que não é um partido composto somente pelos seus caciques. Entrevistei Emidio umas três vezes quando trabalhava no Visão Oeste e posso dizer que é um cara centrado, trabalhador, que não tem jeito de quem irá se deslumbrar com a grande responsabilidade que carregará. Sem dúvida, vai somar ao debate político do estado.