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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Tocantins

Chegamos à última análise! Coincidentemente, o último estado pela ordem alfabética é também o mais novo de toda a união. E o único que tem apenas dois candidatos disputando o governo.

São eles Carlos Gaguim (PMDB) e Siqueira Campos (PSDB).

Carlos Gaguim (PMDB)
Quando se acessa a página inicial de Carlos Gaguim, abre-se um menu em que são expostas as duas páginas de campanha: o "site informativo" e o "site jovem", nas palavras do próprio texto.

Há, aí um pequeno erro. As duas páginas são realmente bem diferentes entre si. Enquanto o tal "site informativo" é caretão, sem nada digno de muito destaque (e também sem grandes tropeços, registre-se), o "site jovem" é excelente. Traz de maneira interativa e divertida propostas de Gaguim para o estado, além de outros conteúdos relacionados à campanha.

O errinho, ao meu ver, é dissociar uma página da outra. Quem está no "informativo" não consegue ir para o "jovem", e vice-versa.

Falando da página propriamente dita (o "informativo"), ela é marcada por um design que vai entre o mediano e o ruim, e que tem algumas falhas estruturais - por exemplo, o plano de governo é exibido de maneira mesclada às notícias, e quem acessa não tem certeza sobre qual segmento está.

Há também um destaque excessivo às mídias sociais na página inicial ("Ranking", com fotos e uma pontuação não explicada de alguns internautas, é talvez a coisa que mais se destaque). O painel com os seguidores do Twitter é também maior do que pediria um bom senso.

Mas está longe de ser uma página ruim. Talvez só precisaria de alguns ajustes estruturais.

Siqueira Campos (PSDB)
Design, design, design. É aí que está o principal problema da página do tucano.

Porque o conteúdo lá disposto é bom: há notícias atualizadas, o perfil do candidato é apresentado de maneira interessante, diz-se quais foram as realizações de Siqueira no estado, o programa de governo é mostrado em um tom interativo, os materiais para download estão todos ali...



Mas o site é, falando de maneira simplista, feio.

Há um excesso de branco na página inicial, e também nas subdivisões. O banner inicial, que traz Siqueira ladeado de seus candidatos ao Senado, é pequeno, e acaba ficando apagado diante dos outros itens que há na página.

Repete-se o erro do formulário por contato, a agenda é mal utilizada, mas enfim; a principal pisada de bola está no design - já que os erros de conteúdo são os que se encontrou, via de regra, nas outras páginas analisadas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Sergipe

O penúltimo estado a ser analisado é o Sergipe. Lá, os candidatos que lideram a disputa são João Alves (DEM) e o atual governador Marcelo Déda (PT).

João Alves (DEM)
O site do democrata deixa uma razoavelmente boa primeira impressão, que vai se quebrando quanto mais se analisa a página.

O design da página inicial, por exemplo, é bom. A foto do banner inicial é adequada, as fontes foram bem escolhidas, a composição das cores é legal.

Mas quando se começa a navegar pela página, detecta-se facilmente problemas feios de estrutura. Por exemplo: a visualização das notícias é péssima, com o texto sendo espremido em uma tela pequena, e exigindo que o internauta clique inúmeras vezes na barra de rolagem para ler a matéria por completo. Mais do que feio, é algo pouco convidativo.

Outro problema é dispor, na página inicial, conteúdos que não se encontram em nenhum outro segmento do site. Por exemplo, "Álbum de Campanha" e a listagem de todos os candidatos da coligação.

Nesta listagem, inclusive, está outra falha do site: a relação de todos os candidatos da coligação (o que é uma boa pedida e deveria ser mais executado) é colocada com uma imagem, e não em formato de texto. A mesma coisa acontece na boa seção "25 motivos para votar em João". Quando se coloca imagens, reduz-se a possibilidade de acesso ao site via sites de busca (já que não há como uma página ler o que está escrito em uma imagem) e também se limita a chance de o internauta copiar o conteúdo e replicar a outros possíveis eleitores.

Agenda confusa, ausência de um plano de governo mal elaborado e fracas ferramentas de contato são outras pisadas de bola da página.

Marcelo Déda (PT)
Uma das mais agradáveis surpresas de todas essas análises. Pelo seguinte: quando comecei a procurar, via Google, o site do candidato, localizei uma série de notícias, informações de outro tipo e o Twitter do governador. Nada de um site de campanha. Pensei que simplesmente não existia um.

Mas com um pouco mais de insistência achei o site de Déda. E encontrei uma das melhores páginas de candidato ao governo em todo o Brasil.

O design da página inicial é "clean", que estimula a navegação e que tem a cara de muitas páginas tidas como ícones da internet 2.0. O internauta encontra o que quer com facilidade, e tem ferramentas para disseminar o conteúdo.

Em "Sergipe Mudou" está uma das melhores sacadas da eleição: um infográfico bonito, amigável e informativo que traz as realizações de Déda no governo estadual. Isso, somado à boa disposição do plano de governo, dá um belo substrato ao eleitor que quer fortalecer o nome de Déda diante de amigos.

Há também referência a outras páginas de apoio a Déda, como "Elas votam Déda", para as mulheres, e "Vamos com Déda", para a juventude. Diferentemente do que ocorre em outras páginas, na de Déda a integração entre os sites de apoio é bem-feita.

Vídeos, áudios e fotos ajudam a compor todo o conteúdo do ótimo site.

Na penúltima análise, acabo encontrando uma das melhores páginas do Brasil na categoria. Muito bom!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - São Paulo

Hora de falar do estado onde moro, o mais populoso do Brasil.

São Paulo tem a disputa polarizada entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). Apesar de reconhecer que ele não tem chances na disputa, analiso também a página de Celso Russomanno (PP), adotando o mesmo critério que utilizei nos outros estados - e é também por isso que excluo a página de Paulo Skaf (PSB) da análise.

Aloizio Mercadante (PT)
"Poderia ser melhor" é uma expressão que sintetiza bem o que é o site do petista. Há bom conteúdo, o design não é algo que possa ser chamado de feio, a visibilidade é adequada - mas acontecem alguns tropeços feios para uma candidatura do porte da do senador.

Por exemplo: quem clica nas seções "Fotos" e "Vídeos", queira ou não queira, é redirecionado para páginas externas, do Flickr e do Youtube, respectivamente. Lanbçar mão desses recursos é legal; utilizá-los de maneira a fazerem com que seu leitor saia do site, não.

O plano de governo é apresentado de maneira estranha na página. É dividido em setores, mas a navegação é ruim: as subdivisões são mostradas apenas com letras em vermelho e, quando acessadas, revelam um texto escrito numa fonte pequena e num contraste cinza-branco que dificulta a leitura.

Há, na página inicial, um campo para doações: mas ele está apenas ali. Quem sai da home não o encontra mais de jeito nenhum. E está no site um telefone para contato, mas apenas do comitê da capital. Espalhar as formas de acesso seria uma boa pedida.

Celso Russomanno (PP)
Um candidato tradicionalmente ligado à comunicação e ao jornalismo deveria ter uma página de melhor qualidade. É uma tarefa hercúlea encontrar algo de positivo na página do deputado.

Talvez um dos únicos méritos seja o box "Veja o que dizem", na página inicial, que traz depoimentos de internautas enviados por email ou recolhidos das mídias sociais, como comentários de Youtube. E só.

A página é esteticamente feia, apresenta problemas para navegação (há conteúdos presentes apenas na home, que não se consegue encontrar em nenhum outro local), as fontes são mal escolhidas - e há notícias nas quais há mais de uma no corpo do próprio texto! - as fotos são estranhas...

O plano de governo não está disposto em formato PDF, mas chega até a ser pior do que o que acontece nos sites de alguns que optaram por isso. O que se vê na página de Russomanno é uma cópia documento entregue ao TSE: ou seja, um texto gigantesco, nada convidativo, que será lido por pouquíssimos. Talvez o "governador das ruas" tenha achado que seria perda de tempo investir mais na campanha pela internet...

Geraldo Alckmin (PSDB)
É a melhor página dos candidatos ao governo do estado - embora, claro, apresente problemas.

Um é, como no caso da página de Mercadante, fornecer como único endereço e telefone de contato o do comitê em São Paulo. Certamente há outros tantos no restante do estado... Um pequeno deslize acontece também na apresentação do currículo de Alckmin. É um texto longo, arrastado, que poderia ser melhor sintetizado e que destacasse realizações da vida pública do candidato (como curiosidade, vale dizer que a página de Alckmin é a única encontrada, até agora, em que há tanto destaque para a primeira-dama).

A página inicial traz até um excesso de informações, mas a disposição é muito bem-feita. Cores, menus, boxes e outros itens são colocados de maneira harmônica, compondo um conjunto interessante. A barra vertical para as doações, citando valores pequenos como R$ 10 e R$ 30, é uma ótima sacada.

Falando em boas ideias, em "Ações do PSDB" mostra-se realizações do partido (Alckmin incluído, evidentemente) no estado, em todas as suas gestões. É uma ótima maneira de chamar a atenção do eleitor, e quebra um pouco o tropeço que é resumir o currículo do candidato a um textão corrido.

O site chama também para as redes sociais utilizadas pela campanha, e na home, o segmento "Eu quero Geraldo 45" traz vídeos com depoimentos que podem ser enviados pelos internautas. Boa medida.

Vale dizer que a página segue a linha adotada em todas as ações de comunicação da campanha tucana: "Alckmin" praticamente não existe, o candidato é o "Geraldo".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Santa Catarina

A abordagem agora é sobre Santa Catarina. Três candidatos - ou melhor, duas candidatas e um candidato - lideram a disputa: Angela Amin (PP), Ideli Salvatti (PT) e Raimundo Colombo (DEM).

Angela Amin (PP)
O site da deputada é esteticamente feio e apresenta problemas para navegação. Tem uma apresentação "espremida": a página propriamente dita ocupa apenas um terço da tela, deixando dois espações verticais inutilizados.

Na mesma linha, quem navega no site acaba esbarrando em outras chatices similares, como a dificuldade de se navegar entre as subdivisões do menu inicial. Ao se parar o cursor sobre uma opção, as subdivisões aparecem; mas é quase impossível passar de uma à outra sem que o cursor saia da tela e interprete que o internauta esteja querendo mudar de conteúdo.

Chama atenção também o pouquíssimo uso de cores (o site é praticamente todo cinza; além de feia, a cor é oposta ao azul/vermelho do PP, o partido de Angela, e o verde/vermelho/branco de Santa Catarina; a opção, então, parece inexplicável) e as fontes utilizadas. Para algumas páginas, recomenda-se o uso de uma lupa para que seja possível ver as notícias, dado o reduzido tamanho das letras na tela.

O curioso é que, em termos de conteúdo, o site é interessante, com boas sacadas. O menu "Linha Direta" tem cinco subdivisões, e todas elas são ótimas sacadas - em "Minha Família", o internauta envia uma foto de sua família e uma declaração de apoio à candidata. Isso é bom, porque garante uma atualização para a página, sugere uma ideia de apoio à candidatura e estimula mais visualizações.

Há tropeços como a ausência do plano de governo e ferramentas mais interessantes de contato. Mas, em geral, a falha principal da página está mesmo no design - o que salta ainda mais aos olhos quando se compara o site de Angela aos dos seus adversários.

Ideli Salvati (PT)
A página inicial é um tanto quanto poluída - a escolha das cores acabou não sendo tão harmônica assim, e o excesso de conteúdo pode prejudicar a visualização - mas isso acaba sendo um detalhe perto das outras coisas boas que há na página.

Por exemplo, no topo da página há três menus: "Ideli na sua casa", "Ideli no seu computador" e "Colabore com a campanha". A página de doações ainda segue "em construção" (e é meio improvável achar que estará concluída agora, a 20 dias das eleições). Mas os outros dois são ótimos. "Ideli na sua casa" sugere que o internauta receba uma placa com a foto da candidata, para ser afixada na residência - é preciso preencher um formulário e aguardar que um representante da campanha entre em contato. E "Ideli no seu computador" mostra como o visitante pode instalar, passo-a-passo, um programinha com informações sobre a campanha.

Alguns pequenos tropeços acontecem, como a disponibilização do plano de governo apenas em formato PDF - o que acontece também com a opção "Saiba o que SC já ganhou com o governo Lula". Expor essas duas informações de maneira mais agradável seria uma medida melhor.


Há o chamariz para uma outra página chamada embaixadores.sc. É um site, externo ao de Ideli, que reúne discussões e fóruns sobre Santa Catarina. Ideia boa - mas seria melhor executada se realizada dentro do próprio site de Ideli, sem fazer com que o visitante deixe a página para participar.

Em resumo, é um site bom, caprichado, mas que tem o conteúdo ligeiramente falho.

Raimundo Colombo (DEM)
Sem medo de errar: é uma das melhores sites do Brasil na categoria. Combina ótimo design com conteúdo de qualidade. Utiliza as mídias sociais de maneira inteligente e capricha nas ferramentas para estímulo de mobilização.

Por exemplo, a seção "Mobilização" traz um mapa do estado marcado com ícones; ao clicar neles, o visitante tem o nome e o endereço de um apoiador da candidatura, em uma rede que abrange todo o estado. A navegação poderia ser um pouco mais amigável, mas ainda assim é a melhor iniciativa de mobilização já encontrada - nome e sobrenome dos militantes, o que facilita o contato.

As biografias de Colombo e de seu vice, Eduardo Moreira, são mostradas de maneira simples e objetiva. E, na de Colombo, há ainda outro adicional muito bom: uma seção "Você sabia", com perguntas e respostas sobre o candidato, que expõem suas realizações na vida pública.

Em "Tô Contigo", fotos enviadas pelos visitantes compõem um dinâmico painel, de divertida e estimulante visitação.

A principal (ou talvez única) pisada de bola está no plano de governo. É chamado de "Agenda de Governo", e resume-se a um local onde o internauta pode enviar sua sugestão (e não se mostra o local onde as sugestões aparecem) e também onde se pode fazer o download do antipático PDF com o programa de governo enviado ao TSE. Um site tão caprichado merecia melhor atenção em um conteúdo relativamente básico como esse.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Roraima

Hoje seria o dia de analisar as páginas de Roraima, mas tal avaliação não poderá ser feita. Por um motivo simples: os dois principais candidatos ao governo não têm sites de campanha (ou, como sempre tenho dito aqui, eu que não encontrei nas buscas via Google; peço aos leitores que corrijam, se eu estiver errado).

Neudo Campos (PP), que é deputado federal, tem o Blog do Neudo. Que tem até um bom design, mas é pouco atualizado (a postagem mais recente é de 29 de julho) e não tem mais informações sobre o candidato. Já do seu principal adversário, José de Anchieta Júnior (PSDB), não se encontra nada.

Ainda que Roraima seja um estado pobre e o menos populoso do Brasil, desprezar a internet é um erro. Até pelo fato do estado ser geograficamente grande e, por isso, percorrê-lo é tarefa cara e que pode ser ineficiente.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Rondônia

Rondônia é o estado a ser visitado agora. Três candidatos lideram a disputa por lá: Confúcio Moura (PMDB), Expedito Júnior (PSDB) e João Cahulla (PPS).

Confúcio Moura não tem - ou pelo menos eu não consegui localizar - um site específico para a campanha; peço até a ajuda dos leitores se houver algum. O candidato tem um portal e um blog. Em ambos há pedidos de voto e referência ao número do candidato, mas não se tratam de sites de campanha propriamente ditos. Ficam, então, excluídos da análise.

Expedito Júnior (PSDB)
A página do candidato tucano pouco arrisca. E, consequentemente, pouco alcança.

Não é um site feio. Pelo contrário: o plano de fundo é legal, a combinação amarelo/azul se dá de maneira harmoniosa, as fontes estão bem escolhidas.

E em termos de conteúdo se pode dizer que o que habitualmente se verifica nos sites de candidatos está à disposição do visitante.

Comete as falhas costumeiras das outras páginas da categoria - o plano de governo está resumido a um arquivão em formato PDF e a única forma de contato, além das mídias sociais, se dá por meio do formulário.

Há também certa "simplicidade exagerada" na apresentação da biografia do candidato - Expeo foi vereador, secretário, deputado e atualmente é senador, e esses cargos são mencionados em míseras linhas, sem que se destaque o que o político fez no exercício destas funções.dit

Chama também a atenção o fato de não haver nenhuma menção sequer aos outros componentes da chapa (com exceção do vice, Miguel de Souza). Quem acessa o site não consegue saber quem são os candidatos ao Senado e à Presidência que Expedito apóia.

A ausência da agenda do candidato também é uma falha significativa.

Jorge Cahulla (PPS)
Se o site de Expedito Júnior chama negativamente a atenção por sua excessiva simplicidade, na página de Cahulla temos o oposto. Ao menos na página inicial: há uma sobreposição de cores, boxes e fontes que cria um design poluído e pouco amigável.

Por exemplo, as opções do menu principal - "Agenda", "Sobre o Cahulla" e outras - acabam sendo praticamente ofuscadas, já que para elas é utilizado uma fonte minúscula, que pouco se destaca perto do restante que há na home.

Em termos de conteúdo, a página até que cumpre os requisitos básicos. Tem a biografia do candidato, acessos para as mídias sociais, citação ao vice, vídeos e áudios, e outras ferramentas.

O plano de governo, ao menos no momento de elaboração desse post, apresentava falhas técnicas: a página mostrava uma única seção, "Agricultura e Pecuária", e ainda assim com uma imagem cuja ampliação não funcionava. Corrigido este problema - e ampliadas as subdivisões -, aparentemente teremos um bom conteúdo.

"Sala de Imprensa" é um tanto quanto inútil, já que reproduz as notícias que estão em outros trechos do site e não traz as ferramentas de contato. E falando em contato, o "erro do formulário" é também cometido na página.

Tal qual no site de Expedito Júnior, não há menção aos outros candidatos - Senado, Câmara e Presidência - da chapa de Cahulla.

E um dos principais acertos do site está na página inical, com a seção "O povo fala": vídeos simples, com depoimentos de eleitores, falando sobre as realizações de Cahulla e do governo anterior (o qual apóia).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Rio Grande do Sul

O estado a ser analisado agora é o Rio Grande do Sul, cujos principais candidatos são José Fogaça (PMDB), Tarso Genro (PT) e Yeda Crusius (PSDB).

José Fogaça (PMDB)
Em geral, o site do peemedebista é bom. A página inicial (apesar do banner principal e sua foto estranha) é bem feita, com uma disposição adequada de fotos, destaques e das cores - o vermelho-amarelo-verde do estado acabou se harmonizando legal com o azul do banner principal e com as outras informações.

A maior falha do site está na apresentação do plano de governo do candidato. Coloca-se apenas um link para download do programa, que é apresentado por um texto denso, de três parágrafos, pouco convidativo.

Em compensação, o site acerta em "Conquistas Históricas": lá se mostram as realizações de Fogaça quando prefeito de Porto Alegre, de maneira dinâmica e fácil. Basta o internauta escolher uma área de interesse e tem à sua disposição informativos sobre o que fez o candidato em seu mandato anterior.

Outra virtude do site de Fogaça - algo até agora não visto em nenhuma outra página - está na apresentação das ações da candidatura nas mídias sociais. Ao invés de apenas despejar os ícones das redes (e contar para que o visitante seja habituado a todas elas), há uma subdivisão chamada "Vida Digital" em que, em um simples parágrafo, de maneira didática, explica-se o que é a rede (Twitter, Youtube e outras) e como se dá a participação da campanha.

Tarso Genro (PT)
De certo modo cabem à página do petista os mesmos elogios feitos ao site de Fogaça. A apresentação visual do site é muito boa. Os conteúdos estão bem dispostos na página inicial; o design, amplo e espalhado, gera uma visualização agradável e de fácil navegação.

Em toda a página o conteúdo é bem distribuído e apresentado. E há conteúdo de sobra: o programa de governo é setorizado (e quem quiser baixar o PDF completo pode fazê-lo), a agenda é informativa (embora traga apenas o dia corrente, mas pelo menos os compromissos são bem detalhados). Caberia detalhar, em sua biografia, o que fez como prefeito e ministro, mas ainda assim a seção está bem feita.

Da série "boas e simples ideias", o site tem a listagem de todos os candidatos da chapa - inclusive todos os que disputam vagas de deputado federal e estadual, com direito a links para os sites dos que tiverem páginas na internet. Isso reforça o senso de grupo, além de atrair mais visitantes.

O comitê central da campanha tem seu endereço e telefone divulgados logo na página inicial. E, internamente, há inclusive o mapa do local, via Google Maps. Para ficar perfeito, seria legal a inclusão dos comitês das outras cidades. Mas já é algo superior à média.

Um item que não consta no site e que está presente na maioria das páginas dos candidatos ao governo (inclusive na dos dois adversários de Tarso) é a dos materiais de campanha para download. Já que tal subdivisão virou "commodity", poderia constar ali.

Yeda Crusius (PSDB)
A página da atual governadora tem na interatividade seu principal mérito. Mais do que colocar os ícones das redes sociais, o site efetivamente utiliza e dá destaque a esses elementos.

Por exemplo, em "Pergunte", há questões enviadas e cujas respostas são assinadas pela candidata. As perguntas percorrem uma gama que vão desde "Qual a sua proposta para a educação?" até "Onde posso encontrar as fotos do evento do dia 20?".

Na página inicial, há também outros três bons pontos de interatividade. Um é o "Faça o seu Y", em que os visitantes enviam fotos para serem publicadas; em "Mensagem para Yeda", há o envio de textos, que podem também conter imagens; e "Meu voto é de Yeda" tem perfil semelhante. Todas são boas ações, e que colaboram para o aumento de visitantes.

A subdivisão "O que Yeda fez por você" é boa, com as realizações da governadora; em compensação, as "Diretrizes para o segundo governo" são apresentadas em um antipático PDF.

E peço a ajuda dos visitantes: no momento de produção desse post, o menu "Pegue sua bandeira" não funcionava. Ao acessá-lo (e em mais de um navegador), me deparei com uma mensagem de erro do Google Maps. É isso mesmo? Gostaria de ver essa seção porque, aparentemente, ela traz uma ótima informação, que é a dos comitês em diferentes municípios do estado.

Com exceção desse problema técnico, a principal falha do site de Yeda está justamente em seu design. A utilização ampla da cor azul traz um tom monótono à página - sem contar que, em um estado de rivalidade futebolística tão forte, privilegiar a cor de um dos principais times é queimar-se com parte significativa do eleitorado...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Rio Grande do Norte

O estado a ser analisado agora é o Rio Grande do Norte, que tem três candidatos à frente da disputa: Carlos Eduardo (PDT), Iberê Ferreira (PSB) e Rosalba Ciarlini (DEM).

Carlos Eduardo (PDT)
A página do pedetista tem um design adequado. Mas as principais falhas estão no conteúdo.

Antes, uma observação: Dilma Rousseff e o presidente Lula aparecem muito mais em destaque na página de Carlos Eduardo do que na de Iberê (que analisaremos em seguida), que tem o PT, partido do presidente e da presidenciável, como parte da coligação. Ponto positivo para a página do candidato do PDT.

Apesar de visualmente ser bem-feita, a página inicial do site do pedetista é relativamente confusa. Percebe-se isso pela diferença nas fontes adotadas. Nas das notícias, o tamanho é maior do que deveria; já nas dos destaques que se rotacionam, as letras são dignas de figurarem em bulas de remédio, de tão pequenas que são.

O plano de governo do candidato é apresentado no péssimo formato de PDF. A biografia de Carlos Eduardo (e do seu vice Álvaro Dias) é colocada em um texto corrido, em fontes pequenas, o que resulta em algo pouco convidativo.

Pouco se explica da agenda do candidato (há apenas os compromissos para o dia corrente, e apresentados em poucas palavras), e o contato se resume a um único formulário. Poderia ser melhor.

Iberê Ferreira (PSB)
Talvez possamos dizer que o site de Iberê tem virtudes e defeitos exatamente opostos aos da página de Carlos Eduardo.

O design é um tanto quanto poluído - a despeito do belo banner principal, com uma boa foto do governador com a bandeira do Rio Grande do Norte ao fundo. Mas há um excesso de subdivisões, imagens coloridas e outras informações que pode acabar confundido a cabeça do visitante.

E olha que a página tem duas das medidas mais interessantes já encontradas nas análises - mas ambas são prejudicadas pelo problema do design. Em "Mapa de Trabalho", o internauta acessa um mapa do estado (via Google Maps) com algumas cidades em destaque; clicando nelas, aparecem ações realizadas pelo governador no município. Mas o mapa é pequeno, a navegação é um pouco confusa, talvez fosse melhor executar a (ótima) ideia em outra plataforma.

"Sou trabalhador", que aparece em um destaque pequeno na página inicial, tem uma coletânea de vídeos com depoimentos espontâneos pró-Iberê. E o internauta pode também enviar sua gravação. Boa alternativa, que merecia até ser melhor posicionada no site inicial.

O plano de governo é bem exposto, dividido em áreas, e o material de divulgação está em boa quantidade, disponível para download. Repete-se a falha de sempre no contato, inclusive no para a imprensa: o menu "Imprensa", em destaque na barra de navegação principal, remete a vídeos, fotos e outras informações que já estão em outros trechos da página.

Rosalba Ciarlini (DEM)
Excelente site. Utilizar a cor rosa para a campanha de uma candidata é algo meio clichê, mas que foi bem empregado neste caso - até porque a composição com o azul e o branco, as outras cores que dominam o design, está muito bem feita. (Curiosidade: a rosa presente no logotipo principal da candidatura é idêntica à que o PDT, partido do adversário Carlos Eduardo, utiliza em sua logomarca oficial.)

Em geral, a página inicial apresenta uma visualização muito boa. Está repleta de informações, mas a disposição delas ocorre da melhor maneira possível. Tudo fica bem posicionado, facilitando a navegação por parte do internauta e a visualização do conteúdo geral.

A biografia da candidata é muito bem apresentada. E não só visualmente: ações da vida pública de Rosalba ganham destaque, compondo assim muito bem a imagem da democrata. A presença dos dois candidatos ao senado da chapa - José Agripino e Garibaldi Alves - se dá no banner principal e também em um gif muito bem feito e bem posicionado na página inicial.

A rede "Amigos da Rosa", em formato Ning, é outra boa ação - mas informações lá presentes deveriam ser levadas à página principal, e não ficarem restritas aos internautas cadastrados.

Como críticas, registre-se o formulário como único caminho de contato (inclusive para a imprensa) e o plano de governo, que não é apresentado em setores.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Rio de Janeiro

Chegamos agora na letra R, e ao terceiro maior colégio eleitoral do Brasil. A disputa lá está polarizada entre o deputado Fernando Gabeira (PV) e o atual governador, Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Fernando Gabeira (PV)
Se fôssemos levar o ditado "a primeira impressão é a que fica" a sério, rejeitaríamos o site de Gabeira. Porque o design da página inicial do deputado aposta em uma combinação estranha de diferentes tonalidades de verde que acaba gerando um efeito estranho.

Mas tal juízo seria equivocado. À parte desta falha no design, o site de Gabeira é muito bom. É bem informativo - tudo o que se precisa saber sobre o candidato e sua campanha está lá. As notícias são bem dispostas (e interessantes), vídeos e áudios são divulgados da maneira correta.

Há um diferencial na página. O campo "Transparência" fala sobre o que foi arrecadado e como foi investido esse dinheiro. Até agora, nenhuma das páginas consultadas trouxe esse tipo de informação. É algo que acaba pegando bem para o eleitor. Falando ainda de doações, a página tem um campo para tal - ainda que não da maneira mais recomendável, que seria a doação online, mas pelo menos as instruções estão passadas.

O site contribui de maneira eficiente para a participação do voluntariado. Pela página, se pode baixar material de campanha (wallpapers, banners e outros) e solicitar o envio de material impresso. Há também um canal exclusivo para o voluntariado, que traz atividades corriqueiras (e boas), como panfletagem e bandeiraço em diferentes localidades.


Paradoxalmente, o que é a maior virtude da página acaba sendo também sua principal falha. Para descobrir onde acontecerão os eventos, é preciso ser cadastrado na rede social - ou seja, acontece uma "burocratização" do acesso que acaba inibindo a divulgação do evento, bem como a presença de mais eleitores. E não há um único telefone ou endereço para contato - quem quiser falar com Gabeira e sua campanha, tem que apelar para o formulariozinho.

Sérgio Cabral Filho (PMDB)
O ponto onde está a maior falha da página de Gabeira é o que registra a maior virtude do site de seu principal adversário - o design do site de Cabral é ótimo. A página é muito bonita, e tem uma apresentação que remete a um site comercial. Ou seja, algo com o qual o internauta está mais habituado, e que estimula a navegação e a permanência no site.

A página inicial traz também uma sacada das melhores já analisadas até agora. É a caixa "Realizações", subdividida em nove ícones em que é dito o que o governador fez nas áreas de segurança, saúde, ambiente e outros. Como já dito em outras análises, um candidato com vida pública extensa tem a obrigação de apresentar o que já fez - e quando mais prática e direta essa apresentação for feita, melhor. O site de Cabral consegue isso.

Outra medida simples mas muito eficaz é a seção "Por que votar?". Lá há 15 textos curtos (um ou dois parágrafos) cada em que são apresentadas razões pelas quais um eleitor deve preferir Sérgio Cabral. Mais do que convencer o internauta, o mérito desta página está em dar ao visitantes argumentos para falar sobre o candidato em uma discussão. Ponto positivo.

Em "Imprensa", estão os telefones e emails para que o jornalista contate a campanha. Óbvio? Pois é, mas raramente feito.

Os dois principais tropeços do site estão na ausência do plano de governo - não existe, e nem há outras menções sobre o que o governador pretende fazer se reeleito, apenas citações em algumas notícias - e na ínfima ferramenta de contato, resumida ao formulariozinho.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Piauí

Permanecemos no Nordeste agora para falar sobre o Piauí.

O estado tem uma das eleições para o governo mais disputadas do Brasil. Sílvio Mendes (PSDB) lidera as pesquisas, e o atual governador Wilson Martins (PSB) e o senador João Vicente (PTB) estão em seu encalço. Difícil prever quem irá ao segundo turno.

Porém, na elaboração dos sites esse equilíbrio não se reflete. Às análises:

João Vicente (PTB)
De longe, a melhor página entre as dos candidatos ao governo do Piauí.

E conquista isso sem muitas parafernálias e invencionices. É um site simples, mas com quase todas informações necessárias lá presentes, e de maneira adequada.

Por exemplo: a biografia do candidato, algo que há em todas as páginas, está subdivida em dois menus. Um é "Conheça o João Vicente", com seu perfil apresentado de maneira rápida e precisa. Já em "O que João Vicente fez", uma sacada muito boa - sob a forma de "Você sabia?", são apresentadas realizações que o candidato fez como senador. Além de exibir o que produziu o candidato, quando escritos nesse formato os feitos também servem para argumentação em um debate.

Outra medida extremamente simples, mas muito eficaz, está no menu "Apoios de Lideranças". Lá, está uma relação de pessoas que estão com o candidato, divididas de acordo com os municípios do estado. Por exemplo - lá se vê que em Campo Largo, Ozeas de Sousa Santos apóia João Vicente. Você conhece Campo Largo, sabe quem é Ozeas de Sousa Santos? Nem eu! Mas para os moradores da cidade, trata-se de uma campanha importante. Com essa descrição, a campanha de João Vicente se aproxima dos eleitores de todos os municípios, o que é vital em um pleito tão disputado.

Vale também destacar como ponto positivo a presença da foto de Lula e Dilma Rousseff no banner principal do site, ladeando João Vicente. Como já dito inúmeras vezes neste blog e em praticamente todos os lugares que abordam política, o presidente da República é o principal cabo eleitoral desta eleição. Ter ele ao seu lado é uma boa. João Vicente faz isso - e olha que PT e PMDB, os dois partidos principais da coligação de Dilma Rousseff, estão na coligação de Wilson Martins, o outro candidato, cujo site será analisado em breve.

As pisadas de bola da página acabam sendo as mesmas de sempre. O plano de governo é pessimamente exposto: o que se encontra é um calhamaço de texto sem nenhuma divisão que facilite a navegação. E o contato também se resume a um formulário.

Wilson Martins (PSB)
Ontem, ao analisar o site do pernambucano Eduardo Campos, do mesmo PSB que Wilson, disse que um dos feitos da página é harmonizar bem as cores do partido, o que nem sempre é realizado. Dito e feito: na análise do dia seguinte vemos o site de outro candidato do PSB que peca na utilização das cores.

E não só elas. O site do atual governador do Piauí é feio. O fundo branco com as fontes em cinza dificulta a leitura dos textos. A disposição de banners na página inicial não ajuda: os destaques ficam desconexos, parece que foram inseridos por acaso. O banner com o Twitter de Wilson é o maior exemplo - a impressão que fica é que ele não deveria estar ali.

O rodapé da página tem fotos e links para os sites de Dilma Rousseff (candidata à Presidência) e Wellington Dias e Antonio José, postulantes ao Senado. Vale o que foi dito na análise do site de João Vicente - se Wilson tem Lula e Dilma ao seu lado, isso deveria estar mais enfatizado na página. Quem bate os olhos nos dois sites acha que Lula prefere João Vicente a Wilson.

Os poucos méritos do site estão na disposição do plano de governo - de maneira fácil de navegar e bem didática - e na seção "Downloads", que traz muitos materiais. E só.

Sílvio Mendes (PSDB)
Embora bem menos que o de Wilson Martins, o site de Sílvio Mendes também é feio. Há um uso excessivo do fundo branco, e as fontes também em cinza não colaboram.

Por outro lado, a página incial se caracteriza pela boa quantidade de informações que leva ao internauta, o que é uma boa pedida.

A biografia de Sílvio, por exemplo, está repleta de informações. Soma dados da vida pessoal do candidato com suas realizações em cargos públicos. Legal, mas com um probleminha de navegação: a ser acessada, a página mostra uns primeiros parágrafos do texto e se tem a impressão que acaba ali. Poderia estimular mais a permanência do leitor na página com uma imagem que remetesse a essa divisão.

O programa de governo é pessimamente apresentado o que há ali é a transcrição do documento que os partidos devem apresentar ao TSE, um texto nada interessante ao leitor geral.

E a página acaba tendo trechos que são ideias boas, mas que se mostram mal-executadas. O maior desses exemplos é "Sílvio no Piauí": ali há um mapa do Piauí, dividido pelos municípios, com um ícone em cada um deles onde a campanha esteve. Legal, mas... ele esteve nesses locais quando? Fazendo o quê? Colocar só uma flechinha não quer dizer nada, a informação precisa estar integrada.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Pernambuco

O estado a ser analisado agora é Pernambuco, cuja eleição está dominada por dois nomes: Eduardo Campos (PSB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB).

Um comentário geral precisa ser feito antes da análise individual das páginas - o nível dos sites dos candidatos pernambucanos é muito, muito alto. As duas páginas que veremos aqui estão, sem dúvidas, entre as melhores já vistas. Parabéns aos webdesigners dos dois sites - e também às coordenações das campanhas, que levaram a sério a internet.

Eduardo Campos (PSB)
As cores amarelo, vermelho e branco, as oficiais do PSB, são meio que difíceis de serem harmonizadas. Não à toa páginas de alguns candidatos do partido foram criticadas justamente por não apresentarem um bom aspecto visual.

Não é o que acontece no site de Campos, que utiliza bem as cores.

A página inicial do socialista tem algo muito legal. O banner principal traz três imagens que se alternam - a foto do candidato sozinho, dele ladeado por Lula e Dilma Rousseff e também de seus candidatos ao Senado. Boa maneira de garantir um dinamismo na página, e também apresentar quem o candidato acompanha.

O site tem um aspecto que de tão óbvio não deveria ser tratado exatamente como um mérito, mas cabe o destaque justamente por ser pouco feito: a seção "Mudanças que a gente vê". Campos é o atual governador e, por isso, tem realizações a mostrar; todos os candidatos a reeleição e os que já exerceram mandatos deveriam ter isso como um dos principais destaques dos seus sites, mas pouca gente o faz.

E "Mudanças" não aparece somente no banner e menu principal da página - é também linkado na biografia do candidato, tal qual o item "Metas", que traz as propostas de governo (que poderiam ser um pouco mais específicas, mas tudo bem). Corrige-se aí outro problema comumente encontrado: em muitas páginas, parece que o político é uma pessoa diferente do candidato, e a biografia não traz esses itens. Quem vai ao site de Eduardo Campos encontra quem o candidato é, o que fez e o que pretende fazer, o que é muito positivo.

Na página inicial há um banner em destaque intitulado "Meu voto é 40". Nele, imagens de pessoas que enviaram voluntariamente suas fotos ao site aparecem em destaque. Bem legal.

Para fechar, mais um elogio: no rodapé do site estão os endereços e telefones dos comitês de Campos em Recife, Petrolina e Caruaru. Num estado populoso e grande como Pernambuco, nada melhor do que fornecer diferentes ferramentas de contato, para os eleitores de diferentes regiões.

Jarbas Vasconcelos (PMDB)
Outra ótima página. Tão informativa e ainda mais bonita do que a do seu principal adversário.

O site estimula a participação popular, mas de maneira caprichada. Uma de suas subdivisões é a "Fiscais de Jarbas", onde são publicadas notícias e denúncias enviadas pelos visitantes. Boa ideia (mas que merecia só um pouco mais de capricho: no momento em que estou visitando o site, há três notícias em destaque com a mesma imagem, a de um revólver). Outro campo de bom oferecimento de ferramentas à mídia é o "Divulga Jarbas" com materiais de campanha "reais" e para as mídias sociais.

Tal qual na página de Eduardo Campos, há um destaque rotativo com fotos enviadas pelos leitores. As notícias são dispostas na página inicial de maneira interessante e os banners relacionados (entre eles, o do presidenciável José Serra) ficam bem feitos.

Outra boa solução estética está na apresentação da biografia de Jarbas Vasconcelos e de sua vice, Miriam Lacerda. A de ambos é feita com bom uso de fotos e recursos em flash.

O maior ponto "corrigível" do site de Jarbas está na apresentação do plano de governo: há uma divisão em diretrizes, mas elas são repartidas em um critério que não o por áreas, que seria o mais adequado. Acaba não sendo um conteúdo dos mais interessantes e legais para se repassar.

Há também a citação do endereço completo - com mapa do Google Maps - do comitê central de Jarbas, em Recife. Seria também uma boa dispor o dos outros municípios, mas já é uma boa.

E no rodapé do site, estão links para as páginas dos candidatos ao Senado e também de alguns que disputam vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Simples e boa maneira de agregar visitação.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Pará

Antes de iniciar o post, uma correção mais que essencial: pisei na bola na utilização da ordem alfabética (é, isso mesmo) na composição destes posts. Ao invés de fazer a sequência Pará, Paraíba e Paraná, realizei exatamente o inverso. Fui alertado por um eleitor, a quem agradeço.

Bem, sigamos em frente.

Falaremos agora do Pará, que tem três candidatos dominando a disputa: Ana Júlia Carepa (PT), Domingos Juvenil (PMDB) e Simão Jatene (PSDB).

Ana Júlia Carepa (PT)
Há virtudes e defeitos na página da governadora. A tela inicial tem um design ao mesmo tempo legal e estranho. A parte positiva está na utilização das cores - azul e vermelho, numa combinação legal que remete às cores do Pará - e a negativa, nas fontes. O uso do itálico e negrito simultaneamente em algumas chamadas dá um efeito estranho.

Em termos de conteúdo, a página inicial é adequada. Há a referência às mídias sociais, notícias em destaque rotativo, menus dispostos de maneira "clássica" e também elencados em banners específicos, como o dos vídeos.

Também na home está a principal virtude do site da petista: a seção "Acelera", com um destaque rotativo com o nome e a foto do participante, um internauta voluntário. Como já dito, sempre fará um bom negócio uma página que colocar os visitantes em destaque. Isso faz com que a pessoa queira mostrar sua aparição aos amigos, gerando mais pessoas acessando a página.

Na mão oposta, a principal - e bem feia - falha do site está em "Propostas". Quem clica ali não cai no plano de governo da candidata, e sim em um fórum para sugestões que, pouco acessado e/ou mal gerenciado, acaba não trazendo nenhuma informação muito relevante.

A parte dos "Contatos" tem o endereço e o telefone do comitê central de Ana Júlia em Belém. Caberia citar também os de outros municípios (o Pará é imenso), mas já é alguma coisa.

Domingos Juvenil (PMDB)
Está no design da página inicial o maior mérito do site do candidato. É um desenho simples, mas estimulante, e a foto principal de Domingos tem qualidade e se harmoniza com o restante da página. O menu disposto em letras azuis do lado da foto é esteticamente caprichado e facilita a navegação.

As propostas de governo do candidato são divididas em setores com textos simples, o que é uma boa; porém, peca-se pela generalidade de algumas delas (uma é "Melhorar a qualidade da água" - sempre me pergunto se há algum candidato que é contra isso).

Há uma falha técnica na página - a fonte utilizada no corpo do texto das notícias não é sempre o mesmo, o que pode gerar uma pequena confusão visual em quem está visitando a página.

Faltam as boas ferramentas de contato, como infelizmente é usual; por outro lado, a seção "Divulgue", em que o visitante pode colocar o endereço de amigos para que estes conheçam o site, é uma boa e simples solução.

Simão Jatene (PSDB)
Visualmente, uma das mais belas páginas da categoria no Brasil. Há uma inovação: o banner principal do site é rotativo e chama para um destaque a cada aparição. Assim, cria-se um dinamismo e adiciona-se um conteúdo novo em uma área que, costumeiramente, é meio morta.

Falando ainda em página inicial, o rodapé do site tem algo ótimo: mais do que somente colocar a barra com os ícones das redes sociais, há na página um menu rotativo que traz os principais destaques da rede, com os depoimentos dos internautas - e aí vale a mesma regra, fazer uma pessoa "se ver" sempre é algo legal.

Os pontos positivos também estão em outros campos, como na utilização dos banners e na divulgação do candidato ao Senado da chapa (algo que não se vê nos sites de Juvenil e Ana Júlia, como comparação).

A página tem um diferencial que pode ser visto como algo "bobo" por alguns, mas ao meu ver é interessante: o game "Pacto Pelo Pará". O jogo, em si, não é nada exatamente inovador. Inclusive, aproveita formato que se vê em muitas páginas de jogos online por aí. O positivo na história está em utilizá-lo para prender a atenção do visitante ao site e para estimular outros acessos.

Falhas do site estão nas ferramentas de contato (os erros de sempre) e na manutenção de algumas páginas que não existem, como a "Doe para a campanha", que dá em um texto de erro.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Paraíba

Voltamos agora ao Nordeste do Brasil para falar sobre os sites dos candidatos ao governo da Paraíba. Lá são dois os principais nomes: José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB).

José Maranhão (PMDB)
Dá para afirmar sem medo de errar: é um dos melhores sites entre todos os de candidatos a governador. O design é muito bem-feito, a navegação é fácil, as informações estão todas presentes e bem dispostas.

A foto principal do candidato abre um menu vertical em que estão inseridas, em forma de banner, as opções gerais do site: TV, rádio, espaço para assinatura da newsletter e referências aos outros integrantes da chapa - o vice-governador, os dois nomes para o Senado e Dilma Rousseff, postulante à Presidência. Falando em Dilma, uma boa pedida também é a notícia que aparece em destaque, que traz um vídeo com o presidente Lula declarando apoio à candidatura de Maranhão.

A biografia do candidato é mostrada de maneira esteticamente agradável e também fácil de se ler. Estimula ao visitante explorar os setores. Ponto positivo também está no plano de governo - as propostas são apresentadas de forma clara e setorizada. Bem adequado.

O site tem um campo interessante sobre doações. As doações via cartão de crédito, que seriam a grande novidade nas campanhas de agora, não emplacaram; a campanha de Maranhão contorna isso dando todas as informações para que o interessado doe de maneira convencional, citando o endereço do comitê central e a conta corrente da candidatura.

Falando em endereço, vem aí uma das poucas falhas do site. Não seria legal colocar este endereço central do comitê - que tem telefone e até mesmo mapa via Google! - no campo "Contato", que tem apenas um formulariozinho?

E, já que o site é dos melhores, cabe também uma observação que não seria feita em página de qualidade inferior: poderia haver um campo para voluntariado, estimulando melhor a participação de quem quer contribuir. Com essas duas adições, o site de Maranhão estaria próximo da perfeição.

Ricardo Coutinho (PSB)
A página inicial do site de Ricardo Coutinho é algo entre razoável e boa. Dispõe bem as informações, elenca as notícias no sistema de destaques rotativos e dá acesso, via menus e banners, a outros campos do site.


Mas há algo que deve ser criticado. A foto principal do site, de Coutinho e do seu vice, Rômulo Gouveia, é muito ruim. Os dois não são pessoas muito bonitas, cá entre nós; mas isso não é um problema, já que beleza não ganha (nem perde) eleição. A questão é que a foto está mal tirada, e a montagem com a figura de Coutinho e Gouveia é ruim, dá uma má impressão. Isso poderia ser melhor trabalhado.

Os dois principais méritos do site de Coutinho estão no campo "Participe", que recebe cadastro de voluntários, e em "Divulgue" - um espaço simples para que o leitor preencha com nome de seus amigos a quem quer convidar para ver a página.

Já as falhas acabam repetindo o que, infelizmente, tem sido constatado nessas análises: plano de governo antipaticamente apresentado em formato PDF e contato com o visitante restrito a um mísero formulário.

Como curiosidade, vale citar que o site de Coutinho é um perfeito exemplo do que o final da verticalização fez no cenário político brasileiro - há um banner sobre Dilma Rousseff, e logo acima dele há outro com os dois candidatos ao Senado da chapa: Cássio Cunha Lima e Efraim Moraes, respectivamente de PSDB e DEM, os dois partidos de maior oposição ao governo Lula...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Paraná

Pela primeira vez falaremos de um estado da região Sul - no caso, o Paraná, que tem como candidatos principais Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT).

Beto Richa (PSDB)
O site do tucano é estranho. Feio, para resumir com uma única palavra. O espaço da página é mal aproveitado: há um menu vertical com poucas opções, notícias em destaque que se rotacionam e ocupam mais espaço do que deveriam, e informações importantes (Agenda, por exemplo) que só são encontradas se o interessado se dispuser a navegar bastante pelo site.

A escolha das fontes também não é das melhores. Quando se abre uma notícia, cai-se em uma página com um texto com letras pequenas, espremidas, de difícil navegação.

Acontece também quando se acessa o perfil do candidato. As informações ali são muito boas - há o currículo de Richa e suas realizações como prefeito e deputado, algo que sempre deve ser citado; mas o que se encontra é um blocão de texto, com as mesmas pequenas letras, de difícil e não amigável visualização.

A principal virtude do site está no menu "Campanha". Ali, o visitante pode encontrar o endereço de cada um dos comitês pró-Richa em todo o estado - faltou só o telefone para ficar perfeito, mas o endereço já é uma boa pedida.

Curiosamente, quem chega ao rodapé do site se depara com um convite para conhecer outra página, o Meu Novo Paraná - essa sim uma página de design melhor, mais dinâmica, convidativa e interativa. A página é bem legal, mas remeter o visitante para fora é uma pisada de bola que até os designers mais iniciantes já sabem que devem evitar.

Osmar Dias (PDT)

Visualmente, a página do pedetista talvez seja uma das melhores já visitadas até agora. As cores utilizadas são boas, o design é convidativo, as fontes são adequadas. A página também é uma das únicas que dispõe dois tipos de menu: um horizontal, posicionado no cabeçalho, e um vertical, com subdivisões. É um desenho com o qual já estamos habituados, e que funciona bem também para sites de campanhas. Bola dentro.

Mas, claro, há problemas na apresentação do conteúdo. Um deles logo na biografia de Osmar Dias. É um texto pequeno, que conta, por exemplo, que Dias foi condecorado com a Ordem do Mérito do Transporte Brasileiro mas não traz uma linha sequer sobre sua atuação como senador. Ora, se a intenção da Biografia, em um site político, é fortalecer o currículo do candidato, seria uma opção mais inteligente citar realizações de Dias em prol do seu estado. Ainda como comparação, a biografia do seu candidato a vice (Rocha Loures) é muito melhor exposta.

A barra vertical de menus traz uma boa surpresa: há ali uma opção "Plano de Governo", subdividida em temas como Agricultura, Transporte, Saúde e outros. Legal, mas há um erro feio na arquitetura da página. Quem clica diretamente em uma das subdivisões na página inicial consegue ver o conteúdo. Quem prefere acessar primeiramente "Plano de Governo", e depois vai a um dos submenus, se depara com a mensagem Não existem posts cadastrados para esta seção. Feio.

Há ainda méritos com o item "Mobilize!". Ao invés de jogar toda a responsabilidade para a internet, a seção traz dicas aparentemente simples, mas eficazes, para que um voluntário execute sua campanha nas ruas - entre as sugestões, estão algumas como "Converse pessoalmente com vizinhos, amigos e parentes, reúna-os em sua casa para um café" e "Conte aos seus colegas de trabalho, faculdade e familiares tudo sobre a campanha e as propostas do Osmar Dias".

Com essas adequações - e a inserção de um contato mais eficiente do que o formulário antipático! - a página de Dias se tornaria uma das melhores do Brasil, sem dúvidas.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Minas Gerais

Agora falaremos de Minas Gerais, onde a disputa é dominada por Antonio Anastasia (PSDB) e Hélio Costa (PMDB).

Antes de iniciar as análises individuais, cabe um comentário geral: as páginas dos principais candidatos ao governo mineiro são decepcionantes. Estamos falando do segundo maior colégio eleitoral do Brasil, de um dos estados mais ricos da federação, e o que temos são sites fracos, piores do que muitos vistos em estados bem menos favorecidos que Minas Gerais. Bem, adiante.

Antonio Anastasia (PSDB)
O design da página do tucano é talvez o mais diferente de todos os sites já analisados. Ao invés do tradicional formato banner inicial-rodapé (ou barra horizontal) de menus-notícias em destaque, o que se tem é uma página que é feita em um bloco só, e o clicar em um menu faz com que a página "suba" ou "desça", de acordo com a seção que se busca entrar.

Mas a inovação acaba não resultando em algo muito legal. A troca do plano de fundo a cada mudança de menu é estranha, acaba dando a impressão que se está trocando de página. Sem contar que os próprios planos de fundo não são dos mais bonitos - o de "Notícias", que simula o estofado de uma cadeira, é bem questionável.

Em resumo, o que se vê no site de Anastasia é uma coletânea de boas ideias mal executadas. Por exemplo: a subdivisão "Viaje conosco por Minas" se propõe a apresentar o itinerário do candidato pelo estado, estimulando assim o comparecimento dos eleitores aos eventos. Até aí tudo bem. O problema é que ela está localizada em um endereço externo (o que leva o eleitor para fora da página), é esteticamente feia e está mal-atualizada. Outro exemplo similar está no trecho da página que mostra a biografia do candidato. Tentou se fazer um layout diferente, que remete até ao iPhone, e o que se tem é um conteúdo de difícil navegação e que faz com que o visitante se disperse.

Ruins também estão as propostas de governo de Anastasia e as ferramentas de contato do visitante, resumidas ao formulário de sempre.

E uma crítica que cabe mais em termos de estratégia eleitoral do que no design do site propriamente dito: se Anastasia é o candidato do otimamente avaliado Aécio Neves, e se sua campanha tem como uma boa arma aproximar o atual governador do antecessor, será que não seria uma boa expor mais a figura de Aécio? Talvez colocando-o na foto inicial, ao lado de Anastasia? Não parece muito inteligente relegar o ex-governador, na página inicial, a um quadradinho minúsculo.

Hélio Costa (PMDB)
A primeira coisa que chama a atenção no site do peemedebista é o destaque que o candidato a vice em sua chapa, Patrus Ananias (PT), recebe. Em nenhuma página vista até agora o vice é tão exposto quanto no site de Hélio. Boa iniciativa, já que Patrus é bem-visto em Minas Gerais e sua aparição também ajuda a fortalecer, para o eleitor, a informação de que o PT é aliado.

Se o site de Anastasia "peca pelo excesso", digamos assim, as características da página de Hélio estão no oposto. É um site quadradão, pouco ousado, mas talvez por isso mesmo adequado ao que se precisa. Praticamente todas as informações estão ali - biografias (e aí a de Patrus tem o mesmo destaque da de Hélio), notícias, agenda, fotos e vídeos e assim por diante.

O campo para voluntariado da página é bom e preciso. O visitante preenche como e quando pode colaborar para a campanha. Boa pedida, já que direciona a metodologia da contribuição.

A interatividade é bem-feita com o "Você na foto", em que as pessoas mandam suas imagens ao lado de Hélio e Patrus; mas, como de costume, é falha por resumir o contato ao formulário.

Mas a bizarrice maior está no que se refere ao plano de governo do candidato. Ele simplesmente não existe na página. Nem em PDF, nem em texto blocado, rigorosamente nada. Quem acessa o site não consegue saber quais são os projetos de Hélio Costa e Patrus Ananias para Minas Gerais. Muito ruim.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Mato Grosso

O terceiro maior estado do Brasil em área (sabiam disso?) tem três candidatos à frente na disputa: Mauro Mendes (PSB), Silval Barbosa (PMDB) e Wilson Santos (PSDB).

Mauro Mendes (PSB)
A primeira coisa que chama a atenção na página de Mauro Mendes é o seu design, de gosto duvidoso. A combinação amarelo/branco por si só não é das mais harmônicas e demanda muito cuidado na hora de ser utilizada. Colabora para a má impressão a escolha das fontes, tanto das chamadas quanto dos textos, que dificultam um pouco a visibilidade.

Passado o susto inicial, o que se encontra é um site relativamente bom. Tem conteúdo atualizado, com as informações básicas que temos encontrado nas páginas por aí. Na home, a seção "Sua Opinião", com depoimentos enviados pelos próprios internautas, é uma boa. Há, no menu "Participe", um espaço para que os visitantes enviem áudios e vídeos - porém, numa primeira visualização, não encontrei nenhum dos dois. Se realmente eles estão chegando ao site, mereciam mais destaques.

O odioso plano de governo em PDF é um dos defeitos do site. Outro ruim - mais em termos da navegação do que no conteúdo propriamente dito - está nos caminhos para contato. A home tem um banner que diz "Fale com o Mauro Mendes". Ao clicá-la, o internauta cai no Formspring, onde pode apenas enviar uma pergunta... péssima medida (sem contar que, até o presente momento, não há uma única questão respondida na página). Porém, no menu "Contato", na parte superior de página, estão, além do formulário, endereço e telefone do comitê do candidato e de sua assessoria de imprensa. Não seria melhor incluir isso no "Fale" com o banner, e reservar o Formspring apenas para a barrinha das mídias sociais no início da página?

Silval Barbosa (PMDB)
Mais uma página esteticamente não muito boa, mas com conteúdo das melhores. De cara, o site de Silval traz um conteúdo até agora não encontrado em nenhuma outra página já analisada: um box, na home, chamado "Propostas de governo", com destaque rotativo, com uma ilustração e um texto curto informando uma proposta por vez. Há também um link para o acesso às propostas, que são divididas por setores. Muito bom!


Ainda na home, outra iniciativa elogiável está no box "Inserções partidárias": um vídeo do horário eleitoral. O que está agora traz um depoimento do presidente Lula pedindo votos no peemedebista. Ótima ação, principalmente em uma eleição em que Lula é o principal cabo eleitoral.

Apesar das fotos feias, o perfil de Silval, seu vice e seus candidatos ao Senado é mostrado de maneira correta. Acaba corrigindo o total desaparecimento dos candidatos em outros setores do site, seja em banners, seja em menções mais simples.

Pra não perder o costume, está nas ferramentas de contato o principal defeito do site. A seção de imprensa é ruim (e é o único lugar que traz a agenda, que deveria ser mais exposta) e não há sequer um telefone para contato, apenas o tradicional formulário.

Wilson Santos (PSDB)
Lembram-se de Sandoval Quaresma, personagem da Escolinha do Professor Raimundo? Aquele que acertava todas as questões, mas na "hora de tirar o 10" se embananava, e acabava levando uma nota inferior? Pois é, é a comparação que se pode fazer com a página de Wilson Santos.

Durante a análise, eu já me preparava em cravar que o site do tucano era o melhor entre os já analisados, e forte candidato a se sagrar o melhor de todos os sites de candidatos a governador do Brasil.

Design caprichado, conteúdo abundante, precisão na hora de informar o currículo do candidato (o "Wilson fez", com as realizações divididas por setor, é perfeito!), programa de governo apresentado de forma setorizada e didática, informações à parte da eleição e de teor bacana (vejam em "Cidadania"), vídeos criativíssimos e muito bem-feitos (este aqui é impagável)...

Mas aí veio a análise-chave: cadê as ferramentas de contato?

Nada! Nenhuma sequer! Não se encontra no site de Wilson nenhuma ferramenta sequer para contato entre internauta e equipe do site. Nem um formulariozinho. Nem para a imprensa. Os caminhos para as mídias sociais são abundantes, mas as ferramentas convencionais - e mais eficazes - não aparecem.

Uma pena. Mas, ainda assim, vale a visita e uma navegação demorada. Com exceção desse "detalhe", o site é ótimo, muito bom mesmo. Um dos melhores do Brasil na categoria.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Maranhão

Agora é hora de falar do Maranhão. Os três principais candidatos do estado são Flávio Dino (PC do B), Jackson Lago (PDT) e Roseana Sarney (PMDB). Não consegui encontrar, via Google, a página de Lago. A análise, então, será feita sobre as de Dino e Roseana. Caso exista o site de Jackson Lago, por favor me informem.

Flávio Dino (PC do B)
A página do candidato comunista me causou uma certa decepção. Pelo seguinte: como deputado, Dino foi uma das pessoas que mais lutou pela liberação da internet nas campanhas eleitorais. É dele o projeto de lei que derrubou algumas das bizarrices que vigoravam até 2008, como a proibição do uso das redes sociais, a exigência do domínio .can.br nas páginas dos candidatos, entre outras coisas.

Esperava-se, então, que Dino tivesse uma página atualizada, digna da luta que empreendeu na Câmara. Mas o que se vê é um site entre o mediano e o fraco. A começar pelo design: o site tem um "vermelhão" exagerado, e as fontes utilizadas nos textos e chamadas não são nada convidativas.

Há um problema grande de navegação: quando se entra em algum dos menus verticais (Agenda, Plano 65, TV 65, entre outros), outras informações que estão nesses menus na página incial desaparecem - e aí se incluem nada mais nada menos do que a biografia de Flávio Dino e de sua candidata a vice. São dois conteúdos que têm que ser acessíveis sempre.

Dois erros comuns nos sites também se repetem na página de Dino: o plano de governo disposto em PDF e o contato restrito a um mísero formulário.

Chama atenção também a ausência da figura de Lula nas imagens de destaque do site.

Mesmo quando acerta, a página ainda é digna de críticas. O Mural de Recados, colocado na home, é uma boa saída - mas poderia ser melhor trabalhado, com fotos e vídeos enviados pelos internautas. E a Caravana 65, que mostra as viagens de Dino pelo Maranhão, é disposta de maneira estranha: um mapa do estado coberto de bandeirinhas não é algo convidativo. Deveria explicar o que Dino fez nos lugares e, mais que isso, dar a sua agenda, estimular o internauta a participar dos eventos que acontecerão.

Roseana Sarney (PMDB)
O site da ex-governadora é muito bom. A página inicial é bonita, as informações são dispostas de maneira clara, a navegação é fácil.

Há em sua página um item até agora não visto em nenhum outro site analisado anteriormente, e que merece muitos elogios: um campo para cadastro de voluntários. Ao se clicar nesse setor, abre-se um formulário para que a pessoa coloque seus dados pessoais e também indique como quer colaborar com a campanha - há alternativas como "Organizando eventos" e "Contribuindo financeiramente", entre outros. Resta saber como esses dados têm repercutido na prática, mas, a princípio, a ideia é muito, muito boa.

Os defeitos de sempre - programa de governo num antipático PDF e contato restrito a um formulário - também aparecem no site de Roseana. Este último é compensado por outra bola dentro: a agenda da candidata é uma das mais completas já vistas, com apresentação de compromissos futuros (acredite, em muitos sites a agenda só tem mostrado o passado) e detalhamento dos locais dos eventos.

A biografia de Roseana que consta no site é boa e bem inserida. Mas poderia ser muito bem complementada por outra informação que aparece também no site, mas marginalizada na seção Downloads. Lá, o internauta pode baixar um arquivo JPG com "O que Roseana fez por sua cidade", dividido de acordo com os municípios. Ora, não seria muito mais negócio colocar isso também na parte do currículo da candidata, aproximando-a do eleitorado?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Goiás

Vamos agora para Goiás, estado que tem as eleições para o governo polarizadas entre dois nomes: Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB).

Iris Rezende (PMDB)
O site do peemedebista é muito bom. Certamente um dos melhores já analisados pelo blog - e chega a esse mérito principalmente pela simplicidade na construção da página.

A página inicial, que se abre ao se digitar o www.iris15.com.br no navegador, tem o formato de hotsite, com um vídeo de Iris Rezende falando sobre a internet e os computadores (meio "ingênuo", mas correto) e uma barra para o cadastro na newsletter e acesso à página. Boa alternativa, até agora não vista em nenhuma outra página.

É um site de design legal, navegabilidade fácil, com as informações dispostas de maneira adequada e de fácil acesso.

A apresentação do plano de governo é a melhor já vista em todos os sites até agora. Quem quiser acessar o documento oficial, em PDF, pode fazê-lo; mas há a disposição das propostas em temas. A divisão é feita por meio das tags, dispostas ao lado do texto das propostas. E ainda por cima tem espaço para comentários e envio de novas propostas, por parte do visitante. Muito, muito bom.

Perfeita também está a agenda do candidato. Todas as informações estão ali: local, data, hora, endereço completo e até mesmo um mapinha (via Google Maps) para acesso ao destino procurado.

O ponto mais fraco da página - e este é bem fraco mesmo, uma falha feia, mas facilmente corrigível - está na apresentação do candidato propriamente dito. No menu inicial há uma indicação da seção "Candidatos". Lá, estão os nomes de todos os integrantes da chapa de Iris, da postulante à presidência Dilma Rousseff até os nomes dos que querem ser deputados. Porém, há esse montão de nomes e... nenhuma biografia, nenhuma informação adicional, nada, nada. O visitante que acessa a página não consegue saber, por ela, quem é Iris Rezende, e quem são e o que fizeram Dilma Rousseff, Adib Elias e Pedro Wilson (candidatos ao Senado), e assim por diante. Tropeço feio. Mas, repito, facilmente acertável.

Há também um ponto falho na citação das ferramentas de contato. Não se disponibiliza um único telefone sequer para o internauta - nem na boa "Sala de Imprensa", que tem vídeos, fotos e tudo o mais, menos o telefone, informação que o jornalista costuma precisar e de maneira urgente quando da apuração de uma reportagem. Também não há a menção de comitês em outros municípios, só o da capital Goiânia.

Marconi Perillo (PSDB)
A capa da página do tucano é legal - embora um tanto quanto poluída, pelo excesso de informação disposta. Tem, por exemplo, um vídeo colocado em destaque principal, com informações que ficam se alternando. Boa medida.

Ainda falando em vídeos, o site tem a "TV Marconi", canal de vídeos que tem inclusive transmissões ao vivo. Ótima ideia - que só não é perfeita porque, quando o internauta clica no link da TV Marconi na página inicial, é redirecionado a outro site, saindo assim da página na qual deveria permanecer. É um tipo de cuidado bem fácil de se tomar que não foi adotado pelos criadores da página.

Existe todo repertório das redes sociais, indo desde a barrinha com os ícones das mídias até o grande destaque dado para a "Rede Participação". Sei que estou sendo repetitivo com isso, mas vamos lá mais uma vez: o site tem redes sociais, twitter, vídeos, etc., e etc., mas não traz um único telefone para contato, nem endereços dos comitês no estado.

A biografia de Marconi poderia ser melhor disposta. As realizações como governador estão colocadas de maneira confusa; e as como senador estão péssimas - o que há ali é um link para o site do Senado, que lista de maneira não-amigável as ações de Marconi. Dividir em temas, sintetizar o que foi feito seria muito mais interessante.

Na mesma linha, o plano de governo tem defeitos de maneira similar. Está dividido em temas, mas as propostas são muito genéricas (por exemplo, "O Estado deve radicalmente reprimir e punir o trabalho escravo, de qualquer natureza, no campo ou na cidade.") e o espaço para colaboração não funciona - ao menos enquanto este post está sendo produzido, o site http://psdb-go.org.br/ideias/, indicado como sendo o canal para envio de sugestões, não funciona.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Espírito Santo

Chegamos agora ao Espírito Santo. Se a disputa pelo governo por lá já parece estar definida (segundo as pesquisas, Renato Casagrande tem algo em torno de 50 a 60% das intenções de voto), na internet o que se vê é uma igualdade, e em alto nível, entre os dois principais competidores: Casagrande e Luiz Paulo (PSDB).

Luiz Paulo (PSDB)
A página de Luiz Paulo merece, em linhas gerais, a avaliação que mais tem aparecido por aqui: é boa, mas com algumas falhas pontuais.

Percebe-se que os criadores do site se preocuparam em dar à página todos os recursos da internet contemporânea. Estão lá os acessos para as mídias sociais, vídeos do Youtube, utilização de Flickr e Twitter, e assim por diante. A própria disposição da home também reflete isso, com as informações sendo dispostas de maneira bem interessante, ao mesmo tempo agradável e convidativa.

Visualmente, o site de Luiz Paulo é um dos mais legais já visitados pelo blog (apesar da logomarca oficial de campanha, bem feia, na minha opinião). E a navegação do site também é bem adequada. Percorrer as diferentes seções do site é uma tarefa fácil e interessante.

Mas a principal falha da página é que, aparentemente, houve muita preocupação em se chegar à internet 2.0 e se esqueceu de informações mais básicas, essenciais para uma campanha rotineira. A "Sala de Imprensa", um dos menus iniciais, tem apenas duas notícias - ambas datadas de 20 de julho (!) - e nenhum contato sequer. O campo "Contato", também nas abas principais, traz apenas um formulário e um telefone (pelo menos o telefone, coisa rara). Não há nenhuma menção sobre os comitês de campanha, e nem como o eleitor pode se aproximar do candidato. Há também uma falha similar no campo "Agenda", que traz os compromissos de maneira estática, sem estimular a presença do eleitor nos eventos.

E o principal defeito da página está na apresentação das propostas de governo de Luiz Paulo. Nisso, se repete o erro acima mencionado: muito "2.0", pouca informação transmitida de maneira efetiva. Quem tenta acessar o plano de governo do tucano cai em uma página de plataforma Ning. Até aí, tudo bem, é legal utilizar essa rede, caracterizada justamente pelo seu dinamismo. O problema é que quem quer somente ler o que propõe o candidato não consegue fazê-lo. É preciso estar cadastrado no Ning para ter acesso ao conteúdo. Acaba-se criando uma "burocracia", um empecilho para que as ideias sejam conhecidas. O Ning é uma ótima sacada, mas não pode ser a única ferramenta para expor o plano de governo.

Renato Casagrande (PSB)
Um primeiro questionamento surge ao se buscar a página do candidato. O endereço divulgado no no Twitter e outros caminhos é o http://www.governadorcasagrande40.com.br/. Uma URL muito grande, de difícil memorização. E é ainda mais estranho quando verificamos que o domínio http://www.casagrande40.com.br/ também remete à mesma página. Será que não seria o caso de enfatizar a divulgação da segunda URL, mais diminuta?

A página de Casagrande é boa e repleta de boas informações. Todo o conteúdo necessário para a realização da campanha - e que seja interessante para o internauta - está disposto de maneira rápida, prática e de fácil acesso. Apesar do visual um tanto quanto "congestionado", a página inicial é boa, e apresenta bem os recursos.

O uso das mídias sociais também é bem realizado. Há a barra com os ícones das redes e também menções aos canais do Youtube, Flickr e Twitter na página inicial.

São dois os principais acertos do site. Um é a seção "Deixe seu recado", aberta para comentários e envio de fotos por parte do internauta. Ótima pedida - como sempre aponto, as pessoas gostam de se ver, e a aparição na página de campanha é um caminho para que o site seja enviado e replicado para os amigos e demais contatos.

A outra bola dentro do site é está na seção "Contato". Lá está, além do formulário, o endereço do comitê de campanha de Casagrande em Vitória. Mais que isso: há um link para que o internauta faça, via Google Maps, a trajetória de sua casa (ou onde quiser) até o comitê. Uma ideia ao mesmo tempo ótima e óbvia, que não se sabe como tão pouca gente tem a adotado. (Se bem que um telefonezinho de contato não seria nada mau).

Tal como no site do seu adversário, a maior falha da página está na apresentação do programa de governo de Casagrande. O internauta que quiser acessar as propostas acaba caindo no PDF do programa, um calhamaço pouco convidativo e esclarecedor.

Vale também dizer que a página praticamente não menciona os candidatos ao Senado da chapa de Casagrande. A citação destes, ainda que em forma de banner no rodapé da página inicial (como acontece com Dilma Rousseff e Givaldo Vieira, o candidato a vice) seria uma boa.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sites dos candidatos ao governo - Distrito Federal

Hora de falar da capital do nosso país - e deste que vos escreve lutar contra o impulso de usar as palavras "estadual" e "estado" no texto.

Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC) são os dois candidatos que polarizam a disputa no Distrito Federal. Às análises:

Agnelo Queiroz (PT)
O site do petista é muito bom. De todas as páginas até agora analisadas, tem o melhor design; é inovador e belo, e ao mesmo tempo não prejudica a navegação (mal que incorrem, infelizmente, muitas páginas que querem ser caracterizadas pela novidade).

As chamadas principais da página se rotacionam não por data, mas sim por escolha dos seus editores. A medida garante agilidade e também assegura que nenhuma notícia pouco importante vá receber peso maior do que deveria. A referência às mídias sociais está ali, de fácil acesso, e também com um bom conteúdo. O Twitter de Agnelo, o "blog do Agnelo" (que é uma compilação de notícias) e os vídeos em destaque compõem um bom visual.

Uma das melhores sacadas do site é a disposição do programa de governo de Agnelo. As principais diretrizes são exibidas de maneira simples e fácil navegação; e, além disso, há um link para o programa completo, em formato PDF, e um campo para que o internauta envie suas sugestões.

Mas, claro, cabem críticas. Uma é relacionada a algo que prejudica, principalmente, o próprio Agnelo: cadê o Lula? O presidente da República, figura bem avaliada e que tem aparecido em destaque nas páginas de todos os candidatos de partidos aliados, não é algo que se encontra facilmente na página de Agnelo, seu ex-ministro. Na mesma linha, poderiam ser melhor trabalhadas as referências aos outros candidatos da chapa de Agnelo - inclusive a de Dilma Rousseff, postulante à Presidência. Na parte inferior do site, estão os logotipos da candidatura de Dilma e a dos postulantes ao Senado Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg, mas sem links para os respectivos sites - uma bola fora.

Outro ponto negativo está na falta de telefones e/ou endereços para contato direto com o eleitor. O único caminho para contato é o tradicional formulário - ineficaz e pouco estimulante.

Joaquim Roriz (PSC)
A página do ex-governador alterna ótimas ideias com momentos de infelicidade.

O design da página, em geral, é bom. O site tem um visual interessante, e cores com harmonia com as logomarcas da campanha. Mas na home, um problema meio bobo e de fácil resolução: a foto de Roriz e dos seus companheiros de chapa é estranha. O candidato principal não tem o destaque que precisaria ter. E, como não há nenhuma outra menção no site aos candidatos a vice e aos do Senado, o visitante acaba não sabendo quem são as pessoas que ladeiam Roriz na imagem principal da página.

A disposição de notícias na página inicial é boa, mas poderia ser melhor. A partir da segunda seção de notícias, acaba sendo formado um blocão pouco interessante.

Em "Fala Povo", um dos pontos mais legais da página - e que seria ainda mais no alvo se fosse melhor executado. Depoimentos e imagens de eleitores são sempre uma boa pedida, já que as pessoas gostam de se ver. Mas as fotos são pequenas, e a fonte, cinza em um fundo branco, é de difícil leitura.

No que se refere à interação com o visitante, a página de Roriz acaba fazendo o oposto - tanto para o bem quanto para o mal - do que a maioria das páginas de candidatos aos governos têm adotado. Há, positivamente, telefones e endereços para contato, tanto para o público geral quanto para a imprensa; por outro lado, as mídias sociais são completamente desprezadas. (Comentário: entre telefone-endereço e parafernália de acesso para as mídias sociais, fico com a primeira opção. E vocês? Mas claro que as duas coisas seria o ideal)

Por fim, uma questão sobre a qual gostaria de chamar a atenção: o site tem muitas, mas muitas mesmo referências sobre a questão da "ficha limpa" - pendência judicial que pode até mesmo tirar a candidatura de Roriz da disputa. Acho importante que o candidato coloque na página seus desmentidos e sua visão do caso, mas... será que, ao enfatizar demais o assunto, Roriz acaba não dando a ele um destaque maior do que seria necessário, dentro de um contexto eleitoral?